19/03/2024 18:04 - Economia
Radioagência
Presidente da Câmara defende regulamentação da reforma tributária ainda neste semestre
PRESIDENTE DA CÂMARA DEFENDE REGULAMENTAÇÃO DA REFORMA TRIBUTÁRIA AINDA NESTE SEMESTRE, TRANQUILIDADE PARA DEFINIR INCENTIVOS AO SETOR DE CARROS ELÉTRICOS, E CRITICA POSSIBILIDADES DE QUESTIONAMENTO DO CONGRESSO NO SUPREMO. O REPÓRTER LUIZ GUSTAVO XAVIER ACOMPANHOU AS DECLARAÇÕES.
O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que o ideal é votar a regulamentação da reforma tributária ainda neste semestre. O governo deve encaminhar alguns projetos de lei complementar para regulamentar a reforma, como o que criará o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) para englobar o ICMS e o ISS; e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) para substituir o PIS, o PIS-Importação, a Cofins e a Cofins-Importação. Outra lei vai tratar do chamado imposto para taxar produtos nocivos à saúde e ao meio ambiente. Outra proposta deve estabelecer regimes tributários específicos pra alguns setores, como os de combustíveis, imóveis e cooperativas, entre outros pontos.
O presidente Arthur Lira falou sobre o prazo em evento que debateu os desafios para a mobilidade de baixo carbono no Brasil, promovido pelo grupo Esfera Brasil.
“Eu penso que a gente tem que resolver isso no primeiro semestre. É factível. Vamos para o detalhamento (da reforma), o pente fino, vamos separar “A” de “B”, mas precisamos de tempo, não pode ser feito de afogadilho e não podemos passar de 2024”.
No evento, Lira também defendeu que é preciso rever a lista de quem pode propor Ações Diretas de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, é preciso “subir um pouco a régua” das pessoas que podem propor uma contestação de leis aprovadas pelo Congresso. Atualmente, além de autoridades federais e estaduais, partidos políticos, confederações sindicais e entidades de classe podem propor Adins.
“O Congresso nada mais é que a representação popular brasileira, com um assunto amplamente discutido. Não é um partido com um único parlamentar que vai demandar uma Adin”.
Por fim, Lira afirmou que embora tenha percebido haver uma demanda para votação da proposta que cria o programa Mover, com o objetivo de descarbonizar veículos, o tema será tratado com serenidade e tranquilidade para que os deputados possam estabelecer os parâmetros adequados ao texto. O governo encaminhou uma medida provisória (MP 1205/23) sobre o tema, mas decidiu deixar o texto perder validade e encaminhar um Projeto de Lei com urgência constitucional para tratar de incentivos fiscais a empresas do setor que investirem em sustentabilidade.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Luiz Gustavo Xavier








