12/03/2024 17:08 - Política
Radioagência
Novos presidentes assumem Amazônia e Povos Tradicionais e Administração e Serviço Público
NOVOS PRESIDENTES ASSUMEM AMAZÔNIA E POVOS TRADICIONAIS E ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO. A REPÓRTER MARIA NEVES ACOMPANHOU AS ELEIÇÕES.
Eleita para presidir a Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais, a deputada Dilvanda Faro (PT-PA) garantiu que terá “uma escuta atenta nos debates”, sempre em busca de consensos. A nova presidente também assegurou que irá ampliar a participação popular nas discussões realizadas no colegiado.
“Essa comissão continuará a ser um espaço de acolhimento dos movimentos sociais, como foi na gestão que se finda, mas me proponho a ampliar nessa agenda a presença de demandas dos povos tradicionais, a exemplo das comunidades ribeirinhas, comunidades quilombolas, comunidades ciganas, de todos os povos tradicionais de matriz africana.”
Dilvanda Faro ressaltou também que, no próximo ano, ocorre, a conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, a COP-30, no estado do Pará. Segundo afirmou, será um momento de se discutir, não apenas as mudanças climáticas enquanto fenômeno provocado pela humanidade, mas seus impactos na vida das pessoas mais pobres, dos povos originários, e das comunidades tradicionais.
De modo a participar desse debate, garantiu a comissão da Amazônia e dos Povos Originários irá dialogar com as outras comissões da Câmara e com os movimentos sociais.
Esta é a primeira vez que a Câmara conta com uma comissão para tratar especificamente dos direitos dos povos originários e tradicionais. O colegiado foi criado nesta legislatura, no início do ano passado, e a primeira presidenta foi a deputada indígena Célia Xakriabá (Psol-MG).
Em seu discurso de despedida da presidência, a parlamentar ressaltou que os conhecimentos dos povos indígenas são fundamentais no debate sobre como conter os efeitos das mudanças climáticas.
“A única pauta capaz, não de unir a humanidade, mas de reunir a humanidade, são as questões climáticas, e não dá para pensar soluções para questões climáticas sem reconhecer nossas tecnologias sociais e ancestrais, elas são fruto de um trabalho conjunto, trabalho que envolveu todos os biomas, todas as mãos, todos os pensamentos.”
Célia Xakriabá ressaltou ainda que o último ano foi um período de lutas dos povos indígenas, principalmente contra a aprovação do projeto que instituiu o chamado marco temporal. Pelo texto, que acabou aprovado pelo Congresso, podem ser demarcadas somente terras ocupadas por indígenas no momento da promulgação da Constituição federal, em 1988.
Dilvanda Faro está em seu primeiro mandato na Câmara. Embora esteja na vida política desde os 17 anos, em atividades ligadas à Pastoral da Igreja Católica, e tenha se filiado ao PT ainda em 1987, o mandato de deputada federal é seu primeiro cargo eletivo.
A Comissão de Administração e Serviço Público também elegeu um novo presidente, o deputado Waldemar Oliveira (Avante-PE), também em primeiro mandato. Ao assumir o cargo, o parlamentar ressaltou que, antes de chegar à Câmara, foi professor universitário por dez anos e conhece bem as dificuldades dos servidores públicos, principalmente salariais.
O novo presidente prometeu que irá trabalhar em defesa dos interesses dos servidores, mas sempre com responsabilidade, “porque o governo não tem disponibilidade infinita de recursos”.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Maria Neves








