05/03/2024 18:54 -
Radioagência
Solenidade do dia das mulheres na Câmara coloca eleição feminina como prioridade
EM SOLENIDADE NA CÂMARA MINISTRA DIZ QUE ELEGER MAIS PREFEITAS E VEREADORAS E GARANTIR MAIS RECURSOS PARA SERVIÇOS PARA MULHERES SÃO PRIORIDADES PARA 2024. A REPÓRTER LARA HAJE ACOMPANHOU.
A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, destaca a eleição de mais mulheres no pleito municipal e a garantia de mais recursos para serviços voltados para a mulher como prioridades para 2024. Ele participou de sessão solene na Câmara dos Deputados em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março.
“Nós precisamos eleger o maior número de mulheres vereadoras e prefeitas nesse País para que nós possamos efetivamente enfrentar a misoginia no campo político. E nós precisamos ter muito mais recursos - Benedita da Silva tem dito isso permanentemente -, para que nós possamos de fato enfrentar o ódio e instituir serviços, como a Casa da Mulher Brasileira, centros de referências e lavanderias comunitárias, pensar novos tempos, novas reflexões, para que nossas mulheres possam ter tempo de ter prazer, de ter vida”.
A ministra elogiou a atuação da bancada feminina na Câmara, ressaltando que em 2023 foram aprovados 24 projetos em defesa do interesse delas no Congresso Nacional. Na avaliação dela, foi especialmente importante a aprovação da Lei de Igualdade Salarial (14.611/23), Mas, segundo a ministra, o cumprimento dessa lei tem se revelado um desafio com diversas empresas entrando na Justiça para não responder o relatório da igualdade salarial.
Secretária da Mulher da Câmara, a deputada Benedita da Silva (PT-RJ) ressaltou que a bancada feminina trabalha não apenas para propor leis voltadas para as mulheres como para destinar mais recursos do Orçamento para o combate à violência doméstica e para a superação de desigualdades.
“E a bancada feminina acredita que, para ajudar a superar isso, só com mais mulheres nos espaços eletivos de poder e decisão. As pesquisas mostram que, nos locais onde temos mais deputadas e prefeitas eleitas, os índices sociais são melhores, há mais investimento em saúde e educação e queda na mortalidade infantil”.
Primeira mulher negra a liderar a bancada feminina na Câmara, Benedita salientou que “não é possível discutir direitos para as mulheres sem pensar na vulnerabilidade das mulheres negras e indígenas no Brasil, as que mais sofrem com crises ambientais, sociais, políticas ou econômicas.
A ministra do Tribunal Superior Eleitoral Edilene Lobo lembrou que nas últimas eleições municipais, 900 municípios não elegeram nenhuma vereadora e em 1.185 apenas uma mulher foi eleita.
“A eleição de mulheres vereadoras em 2020 não superou 16% do total e mulheres prefeitas não passaram de 12% desse total, dos quais 4% são prefeitas negras”.
Primeira ministra negra na história da corte, Edilene Lobo ressaltou que a subrepresentatividade na política é maior entre mulheres negras, que ocupam apenas 6% das cadeiras na Câmara dos Deputados. Ela destacou que as mulheres negras são o alvo preferencial da violência política, além de serem as mais pobres, mais violentadas, as que ocupam mais subempregos e a maioria entre as que sustentam suas famílias sozinhas.
A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, pediu apoio para a aprovação do Projeto de Lei (1086/23) do governo que institui o Dia Nacional Marielle Franco de Enfrentamento da Violência Política de Gênero e Raça, a ser comemorado anualmente em 14 de março. Ela lembrou que há quase seis anos o crime do assassinato de sua irmã, vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco segue sem resposta.
A sessão contou com a apresentação do grupo de percussão de Brasília Batalá. composto só de mulheres.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Lara Haje








