Painel Eletrônico

Deputado Arnaldo Jardim: biocombustíveis movimentam cadeia produtiva mais do que o petróleo

04/02/2026 - 08h00

  • Entrevista - Dep. Arnaldo Jardim (Cidadania-SP)

As frentes parlamentares produtivas, de biocombustíveis e bioenergia lançam, nesta quarta-feira (4), uma coalização pela consolidação do Brasil como referência global em transição energética, com foco especialmente nos biocombustíveis.

Em entrevista ao Painel Eletrônico nesta quarta, momentos antes do lançamento, o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), comentou a importância de o Brasil estar na vanguarda desse movimento. Presidente da Comissão de Transição Energética da Câmara e relator do texto que deu origem à Lei do Combustível do Futuro (Lei 14.993/24), Jardim disse que o país tem avançado no setor, com aumento de investimentos e geração de uma cadeia ampla de emprego e renda.

“Além de ter esse benefício ambiental extraordinário, os biocombustíveis produzem uma cadeia muito grande de emprego e renda, porque a extração do petróleo, ela é limitada, é uma atividade quase que solitária de alguns especialistas. E plantar aquilo que é o milho ou a cana para produzir etanol, plantar a soja, plantar a mamona, extrair o biodiesel a partir do sebo bovino, fazer com que aterros, que antes emitiam só poluentes, mas isso possa produzir o biometano, o biogás, como todos os dejetos também do agro ser utilizados, aquilo que vem de confinamentos, de granjas, tudo isso cria uma virtuosidade muito grande,” defendeu.

Arnaldo Jardim lembrou que a 30ª edição Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, COP30, realizada no país em novembro, permitiu ao Brasil mostrar com dados e estudos que a produção dos biocombustíveis não compete com a de alimentos; pelo contrário, elas se complementam.

“Então aqui cada um dos setores é tratado. O etanol, o biodiesel, o biogás, o combustível sustentável de aviação, mas acima de tudo é tratado também uma diretiva que o Brasil já participa internacionalmente, há uma aliança global pelos biocombustíveis, reunindo governos. E agora nós, no Parlamento, também avançamos”, destacou.

Segundo o deputado, a Lei do Combustível do Futuro permitiu a expansão da porcentagem de biocombustíveis no combustível usado no país. Arnaldo Jardim enfatizou, por exemplo, que a mistura do etanol na gasolina subiu de 27% para 30%. Do biodiesel de 14% para 15% do diesel. Há também conversas para ampliação do percentual de biometano no gás natural. E ainda para o combustível sustentável de aviação e no transporte marítimo.

O deputado informou, ainda, que, desde a COP30, avançaram as tratativas para que a indústria de maquinários agrícolas e de transporte intensifique o uso de biocombustíveis.

Apresentação - Ana Raquel Macedo

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