Painel Eletrônico
Deputada Maria Arraes acredita que proposta pode evitar mortes maternas e melhorar atendimento a grávidas no SUS
25/11/2024 - 08h00
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Entrevista - Dep. Marília Arraes (Solidariedade-PE)
A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher aprovou projeto que cria um programa de medidas de apoio para redução de mortalidade materna. A ideia é garantir que cada mulher tenha acesso a informações e cuidados de saúde que ajudem a proteger as suas vidas e a dos seus bebês. A proposta prevê ações, protocolos e capacitação de profissionais. Os alvos são hipertensão, hemorragias, e infecções – além de atenção com pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e depressão pós-parto. O projeto também prevê ações de planejamento familiar, com informações sobre laqueaduras.
A autora da iniciativa, deputada Maria Arraes (Solidariedade-PE) falou que o período pré-natal exige equipes multidisciplinares, com obstretas, pediatras, ultrassonografistas e psicólogos. De acordo com a Organização Panamericana de Saúde, 9 em cada 10 mortes maternas são evitáveis se medidas e recomendações forem aplicadas. Maria Arraes reconhece as dificuldades do SUS (Sistema Único de Saúde), mas acredita que o projeto – se aprovado – fará avançar o atendimento para a população mais carente. Para a deputada, é preciso investir em pessoal e material e equipamentos.
Maria Arraes defende ainda o planejamento familiar e diz que as mães deveriam ter a informação de que podem engravidar no período de aleitamento. A deputada diz que falta também informação sobre a chamada “golden hour”, período crítico, que compreende os primeiros 60 minutos após o parto, marcado por atenções especiais da equipe de saúde. O ideal, segundo ela, é durante esse tempo, o bebê ser colocado nos braços da mãe, promovendo o contato pele a pele, o que contribui para a regulação da temperatura e estabelecimento dos primeiros vínculos afetivos. Ela também alerta para o recurso indiscriminado às cesarianas, que deveriam ser o último recurso durante o parto.
Apresentação - Mauro Ceccherini