Eleições 2010

Orçamento de 2011 é prioridade do Governo no retorno dos trabalhos da Câmara (01'59)

01/11/2010 - 16h00

  • Orçamento de 2011 é prioridade do Governo no retorno dos trabalhos da Câmara (01'59)

O pós-eleição para a Câmara dos deputados será tempo de negociações e retomada de votações importantes, segundo o líder do governo, deputado Cândido Vacarezza, do PT de São Paulo.

A lista de prioridades é extensa, mas Vacarezza afirma que o mais importante é fechar o ano com o Orçamento da União para 2011 aprovado até 22 de dezembro.

O retorno dos trabalhos na Câmara será feito já nesta quarta-feira, com reunião da Comissão Mista de Orçamento, e o líder do governo disse que vai tentar um acordo com a oposição para que o calendário seja cumprido.

"A semana que vem com votação firme, o governo é obrigado a escolher o Orçamento, o governo quer aprovar o Orçamento. Agora nós temos Orçamento, Medidas Provisórias e Pré-Sal, essas três são prioridades, mas tem outras prioridades conexas"

O líder Cândido Vacarezza disse que é preciso driblar os ressentimentos da oposição não só pela vitória da presidente Dilma Rousseff, mas também pelo resultado positivo das urnas para a base aliada no primeiro turno.

"Nós não podemos ter um desejo para além da realidade. Então nós temos que ver o sentimento da oposição e nós vamos ter um trabalho árduo para contornar ressentimentos. Nós esperamos contar com a coloboração de todos os deputados e também da oposição"

Nas previsões de Vacarezza, até o final do ano, a Casa terá 11 sessões de votações ordinárias para uma agenda apertada que inclui 12 medidas provisórias trancando a pauta, além dos projetos do pré-sal sobre o fundo social e o sistema de partilha.

A liderança do governo evitou ainda anunciar qual será o novo salário mínimo para o ano que vem. Vacarezza acredita que o Orçamento de 2011 vai definir para o salário mínimo um valor compatível com a política de reajuste acertada com as centrais sindicais, que é a recomposição da inflação mais a variação do Produto Interno Bruto de dois anos antes.

De Brasília, Keila Santana.

Não informado