Eleições 2010
Em seu programa de governo, presidente eleita destaca a soberania nacional (02'10'')
31/10/2010 - 20h48
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Em seu programa de governo, presidente eleita destaca a soberania nacional (02'10'')
Um dos itens do programa de 13 pontos apresentado pela presidente eleita, Dilma Rousseff, durante a campanha trata de política externa e diz apenas o seguinte: Defender a soberania nacional. Por uma presença ativa e altiva do Brasil no mundo.
A política externa do governo Lula buscou diversificar o relacionamento internacional do Brasil, ampliando o diálogo dentro do hemisfério sul. Mas a aproximação com países como o Irã e a Venezuela foi alvo de críticas dos partidos de oposição durante todo o governo.
Para o deputado Raul Jungmann, do PPS de Pernambuco, o governo deveria condenar esses governos:
"Em função de um certo pragmatismo incompreensível, o governo Lula seja nos fóruns multilaterais a exemplo da ONU e outros mais tem dado respaldo a estas mesmas ditaduras que violam os direitos humanos".
O deputado Dr. Rosinha, do PT do Paraná, afirma, porém, que o Brasil tem feito gestões em relação aos direitos humanos no mundo, respeitando a soberania dos países em matéria de política interna.
Segundo ele, foi o bom diálogo do governo com os mais diversos países que permitiu ao Brasil sair da crise financeira mais rapidamente:
"Quando o Lula assume e diversifica os importadores de produtos brasileiros, nós conseguimos com que o Brasil entre na crise de 2008/2009, e saia dela, sem nenhum problema de balança comercial".
Para o professor de Sociologia da USP, Glauco Arbix, o Brasil tem sido pragmático em termos de política externa e teria dificuldades se não seguisse essa filosofia:
"Nós teríamos uma dificuldade muito grande de desenvolver relações comerciais com uma parte significativa do globo a começar pela China. Restrições muito fortes em relação à Rússia - não falo somente da Venezuela ou da Bolívia ou do Equador - Há países que são muito delicados. Trabalhar com a ideia de que nós não teríamos que nos aproximar da China hoje é se colocar fora do cenário econômico internacional".
A presidente Dilma Rousseff também deve continuar a defender a inclusão do Brasil no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.
De Brasília, Sílvia Mugnatto.