Com a Palavra (atual Painel Eletrônico)

Ativistas querem R$ 3 bilhões para combate ao racismo

20/08/2014 - 10h27

  • Ativistas querem R$ 3 bilhões para combate ao racismo

Ativistas lançam, nesta quinta-feira, uma campanha nacional para a criação do Fundo Nacional de Combate ao Racismo, que poderá contar com R$ 3 bilhões até 2030.

O primeiro passo para tornar a proposta uma realidade é a coleta de 1,4 milhão de assinaturas para um projeto de iniciativa popular.

ARTE SECOM
VT COMBATE RACISMO
Jogador Tinga foi uma das vítimas de racismo no futebel.

O movimento ganhou forças após a ocorrência de três casos de racismo no futebol brasileiro, este ano. Dois foram contra os jogadores Tinga, do Cruzeiro, e Arouca, do Santos. E o terceiro caso foi contra o árbitro negro Márcio Chagas, que foi vítima de xingamentos, durante um jogo entre Esportivo e Veranopólis, em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul.

A campanha popular tem como um de seus slogans “Racismo se combate com recursos”. Para debater o assunto, o Com a Palavra entrevistou o um dos coordenadores do movimento, o sociólogo Ivair Santos.

Segundo ele, a Secretaria Especial da Promoção da Igualdade Racial recebe atualmente menos de R$ 40 milhões por ano. E, historicamente, desde a criação dos primeiros órgãos de atenção à população negra, os projetos realizados nunca receberam orçamento próprio, estando os recursos diluídos e dependentes de políticas mais universais. “O problema é que, quando isso acontece, não se consegue trabalhar políticas voltadas especificamente para o combate ao racismo”, afirma Ivair Santos.

Apresentação - Lincoln Macário e Elisabel Ferriche

Movimento ganha força após a ocorrência de três casos de racismo no futebol brasileiro. Em entrevista ao Com a Palavra, o sociólogo Ivair Santos defendeu a importância dessa reivindicação.

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