Maioria dos candidatos tem curso superior
01/10/2006 - 12:36

Pesquisa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que a maioria dos candidatos que concorrem nestas eleições tem curso superior completo. No caso da disputa à Presidência da República, sete candidatos possuem diploma de curso superior. A exceção é o atual presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (coligação PT/PRB/PCdoB), que completou apenas o ensino fundamental (antigo 1º grau).
Entre os 208 candidatos ao cargo de governador, 155 (74,5%) concluíram a faculdade. Dos demais, 26 (ou 12,5%) não terminaram o curso superior; 21 (ou 10%) só concluíram o ensino médio (antigo 2º grau); 4 (ou 1,9%) têm apenas o ensino fundamental completo ou incompleto; e 2 candidatos (ou 0,9%), que concorrem ao governo de Mato Grosso, só sabem ler e escrever.

Dos 228 candidatos ao Senado, 158 (69,3%) têm diploma de nível superior. Do restante, 20 (ou 8,7%) têm curso superior incompleto; 34 (ou 14,9%) têm o ensino médio completo; 16 candidatos (ou 7%) declararam ter pouca ou quase nenhuma instrução; e 3 (ou 1,3%) não concluíram o ensino fundamental.

O nível de instrução cai entre os candidatos a deputado federal. As 513 vagas da Câmara são disputadas por 5.406 candidatos, dos quais pouco mais da metade (52,6%, ou 2.843) têm curso superior. Dos demais candidatos a deputado federal, 639 (ou 11,8%) ou não completaram o curso superior; 1.175 (ou 21,7%) têm o ensino médio completo; 176 (ou 3,2%) não concluíram o nível médio; 182 (ou 3,3%) não terminaram o ensino fundamental; 377 (ou 6,9%) têm o ensino fundamental completo; e 10 candidatos (ou 1,8%) disseram que só sabem ler e escrever.
Só alfabetização é exigida Reportagem - Adriana Resende e Bruno Angrisano
A Justiça Eleitoral não estabelece níveis mínimos de escolaridade, apenas exige a alfabetização do candidato. O presidente do Instituto Teotônio Vilela, Hermano Wrobel, lembra que o nível de escolaridade não é o único critério importante para a escolha de um candidato. "Nos candidatos para o Executivo, entende-se que há a necessidade de experiência administrativa", exemplifica. O cientista político Otaciano Nogueira, no entanto, lembra que o Parlamento decide sobre políticas públicas para economia, habitação, saneamento, educação, que são temas complexos. "Pressupõe-se que as pessoas que vão tomar decisões tenham um grau de informação mínimo sobre cada um desses assuntos. E, ainda, que tenham um grau de conhecimento razoável, se possível excelente, sobre os assuntos sobre os quais vão decidir", afirma.
Edição - Natalia Doederlein
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