Thomaz Bastos diz que relatório da PF não é definitivo

20/04/2006 - 17:10  

O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, afirmou que o relatório da Polícia Federal (PF) sobre a quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa é um documento parcial, que não tem caráter definitivo. Bastos disse que as conclusões da PF são indicativas e não podem ser consideradas um julgamento do caso.
A afirmação do ministro foi uma resposta ao deputado Roberto Magalhães (PFL-PE), que perguntou se Bastos concordava com o documento da PF, no qual o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci é apontado como o principal culpado pela quebra do sigilo do caseiro. Bastos disse que ainda não leu o relatório.

Demora no afastamento
Roberto Magalhães também perguntou se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não demorou muito para afastar o ministro da Fazenda, já que Lula soube da quebra de sigilo no dia 23 e só tomou a decisão no dia 27 de março. Bastos falou que a decisão não foi demorada e dependeu da análise de diversas variáveis, por se tratar do afastamento de um ministro da importância de Palocci.

O ministro da Justiça participa de audiência da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). A reunião ocorre no plenário 1.

Reportagem - Vania Alves
Edição - Pierre Triboli

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