Bastos nega ter criado tese de caixa 2 no caso do mensalão

Da Agência Câmara - 20/04/2006 - 12:52

O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, negou há pouco, respondendo questionamento do deputado Fernando Coruja (PPS-SC), que seja o autor da tese de caixa dois adotada pelos advogados de defesa dos acusados no episódio do mensalão – os deputados alegam que os recursos recebidos das agências do empresário Marcos Valério são doações não-contabilizadas de campanha.
Thomaz Bastos participa de audiência da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania sobre a quebra de sigilo do caseiro Francenildo Costa.
Apesar do tema central da audiência ser o episódio da quebra de sigilo, os parlamentares têm questionado o ministro sobre outros assuntos. O deputado Fernando Coruja também quis saber se Thomaz Bastos foi quem indicou o advogado do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares. Ele negou a indicação, apesar de conhecer muitos advogados, em razão de sua atuação na área de advocacia por mais de 40 anos.

Datas e informações

Fernando Coruja, que é autor de um requerimento para a vinda do ministro à Câmara, perguntou ainda ao ministro em que momento ele tomou conhecimento da participação de Palocci na quebra do sigilo do caseiro.
Thomaz Bastos reafirmou que tomou conhecimento da quebra do sigilo pela reportagem da revista Época, que chegou às bancas no dia 18 de março. Ele disse, no entanto, que só ficou sabendo da participação do ex-ministro da Fazenda no episódio dez dias depois (28), quando o presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, admitiu, em depoimento na Polícia Federal, ter entregue o extrato ao ex-ministro Palocci.
O ministro explicou que seu relato na reunião da coordenação política no dia 21 de março se limitou ao que já havia sido divulgado pela imprensa.

A audiência prossegue no plenário 1.

Reportagem - Cid Queiroz
Edição - Paulo Cesar Santos

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