Saúde

Comissão de Seguridade Social debate plano de controle da tuberculose no Brasil

31/08/2021 - 08:19  

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No ano passado, 4,5 mil pessoas morreram de tuberculose no País

A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados discute nesta terça-feira (31) as estratégias da segunda fase de execução do plano nacional de combate à tuberculose.

O deputado Antonio Brito (PSD-BA), que propôs a realização da audiência, afirma que, em 2020, foram registrados cerca de 66 mil casos novos da doença e 4,5 mil mortes. "O Brasil permanece entre os 30 países de alta carga para a tuberculose para coinfecção TB-HIV [tuberculose e Aids]", alerta Brito.

O plano Brasil Livre da Tuberculose, lançado em 2017, ratifica os compromissos globais de enfrentamento da doença e estabelece metas de redução da incidência e do número de mortes a serem alcançadas até 2035.

O plano é composto por três pilares:
- prevenção e cuidado integrado centrados na pessoa com tuberculose
- políticas arrojadas e sistemas de apoio
- intensificação da pesquisa e inovação

Já a execução do plano possui quatro fases: 2017-2020, 2021-2025,
2026-2030 e 2031-2035.

Nesta segunda fase, serão analisados os resultados obtidos de 2017 a 2020 e apresentada uma abordagem mais estratégica para subsidiar o processo de planejamento das ações de controle da doença no território.

"Considerando o contexto da saúde pública nacional, profundamente impactado pela pandemia da Covid-19, é primordial repensar as estratégias para mitigar os possíveis retrocessos na eliminação de doenças como a tuberculose", afirma o deputado.

Debatedores
Foram convidados para discutir o assunto com os parlamentares, entre outros: o assessor técnico do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), Nereu Henrique Mansano, e a presidente da Rede Brasileira de Pesquisa em Tuberculose, Ethel Maciel, além de representantes do Ministério da Saúde e da Articulação Social Brasileira para o Enfrentamento da Tuberculose (ART TB Brasil.

A reunião será realizada às 10 horas, no plenário 6.

Os interessados poderão acompanhar o debate, ao vivo, pelo portal e-Democracia, inclusive, enviando perguntas, críticas e sugestões aos convidados.

Da Redação – ND

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