Política e Administração Pública

Projeto impede elementos arquitetônicos supérfluos na construção de prédios públicos

Hoje a lei já exige que os projetos para obras públicas levem em conta, por exemplo, critérios como segurança, funcionalidade, economia na execução e impacto ambiental

29/10/2020 - 11:34  

Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Deputado Alexandre Frota discursa no Plenário da Câmara
Frota: "É inadmissível que os prédios públicos sejam construídos em alto padrão de luxo"

O Projeto de Lei 1226/20 altera a Lei de Licitações para obrigar o poder público a adotar um padrão de construção racional em projetos de edificação de prédios públicos, com acabamentos “duráveis e austeros” e sem elementos arquitetônicos supérfluos. O texto tramita na Câmara dos Deputados.

O deputado Alexandre Frota (PSDB-SP), autor do projeto, lembra que a lei vigente já impõe limitações aos projetos básicos e executivos de obras e serviços contratados pelo poder público, mas, segundo ele, não é raro encontrar “prédios públicos marcados pela suntuosidade e por projetos arquitetônicos monumentais, incompatíveis com a realidade econômica do local onde se situam”.

Atualmente, a Lei de Licitações estabelece que projetos básicos e executivos de obras devem considerar critérios como segurança; funcionalidade e adequação ao interesse público; economia na execução, conservação e operação; possibilidade de emprego de mão-de-obra, materiais, tecnologia e matérias-primas locais; adoção das normas técnicas de saúde e de segurança do trabalho; e o impacto ambiental.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei.

Reportagem – Murilo Souza

Edição – Natalia Doederlein

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