Deputado quer provas sobre nova denúncia de Jefferson
03/08/2005 - 20:31
O deputado Henrique Fontana (PT-RS) considerou há pouco "muito grave" a informação de que o ex-ministro português António Mexia teria recebido o empresário Marcos Valério, suposto operador do "mensalão", como representante do presidente do Brasil. Para o parlamentar, que participa de reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios, se a acusação não for provada, ficará demonstrado que o País vive um "momento de denuncismo".
Fontana estranhou que o deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), que fez a denúncia de tráfico de influência no governo brasileiro em favor da Portugal Telecom, não tenha dado a informação antes. "Será que é uma técnica dele para usufruir de benefício político?", indagou.
Caixa dois
Henrique Fontana alertou ainda para o fato de que vários partidos, e não só o PT, estão envolvidos nas denúncias de formação de caixa dois para campanhas eleitorais. Ele citou o PMDB, PL, PFL, PSDB, PP e PTB, afirmando que as investigações devem ser estendidas a todos esses partidos.
O deputado também lembrou que a diretora financeira da agência SMPB, Simone Vasconcelos, que está depondo na CPMI neste momento, exerceu cargo de confiança na Secretaria de Administração de Minas Gerais quando Cláudio Mourão ocupava a pasta. Mourão, segundo Fontana, foi tesoureiro da campanha do atual presidente do PSDB, senador Eduardo Azeredo, ao governo de Minas Gerais. Campanha que, ressaltou o parlamentar, teria sido beneficiada pelo esquema de caixa dois montado pelo empresário Marcos Valério.
A CPMI continua reunida na sala 2 da ala Senador Nilo Coelho, no Senado Federal. Reportagem - Joseana Paganine
Edição - Rejane Oliveira
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