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Barão de Serro Azul pode tornar-se herói da Pátria

27/06/2005 - 08:30  

O nome de Ildefonso Pereira Correia, o barão de Serro Azul, poderá ser incluído no Livro dos Heróis da Pátria, se o Congresso aprovar o Projeto de Lei 5298/05, do Senado. O livro encontra-se no Panteão da Liberdade e da Democracia, na praça dos Três Poderes, em Brasília. Nele, estão inscritos os nomes de Tiradentes, Deodoro da Fonseca, Zumbi dos Palmares, D. Pedro 1º e Tancredo Neves, entre outros.
O objetivo da proposta, segundo o autor, senador Osmar Dias (PDT-PR), é resgatar a memória de um herói brasileiro esquecido e banido dos livros de História. Ele lembra que o barão de Serro Azul ajudou na manutenção da República e impediu a invasão da cidade de Curitiba (PR) pelas tropas da Revolução Federalista.

Trajetória
Ildefonso Pereira Correia nasceu em 1849, na cidade de Paranaguá (PR). Apesar de sua formação acadêmica na área de humanidades, atuou profissionalmente como comerciante. Possuía um engenho de erva-mate e chegou a ser o maior exportador do produto no estado do Paraná.
Depois de transferir suas atividades para Curitiba, instalou a infra-estrutura necessária para o desenvolvimento da indústria da erva-mate e do café, o que lhe rendeu grande influência no meio empresarial. Também contribuiu para a modernização da cidade, fundando a imprensa paranaense. Em 1881, recebeu a comenda da Ordem da Rosa, em virtude de sua notável atuação pública, e em 1888 recebeu o título de barão de Serro Azul.

Revolução Federalista
Durante a Revolução Federalista (1893), que tinha como objetivo garantir um sistema federativo, em que os estados tivessem maior autonomia, um grupo de revolucionários gaúchos inconformados com a posse de Floriano Peixoto rumaram para o Rio de Janeiro, na tentativa de derrubar o presidente. Os maragatos, como eram conhecidos, saíram do Rio Grande do Sul, avançaram sobre Santa Catarina e chegaram a Curitiba. As tropas estavam prestes a atacar a cidade, quando o barão de Serro Azul concedeu um empréstimo de guerra aos federalistas e conseguiu evitar a invasão.
Em razão de sua atitude, o barão foi considerado um traidor, acusado de colaborar com a Revolução Federalista. Foi fuzilado na estrada de ferro Paranaguá-Curitiba, em maio de 1894.

Tramitação
O projeto está na Comissão de Educação e Cultura. Depois, irá à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo.

Leia mais:
Filme retrata vida do barão de Serro Azul

Da Redação/NN

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)

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