Ex-líder do PCC explica funcionamento da facção

17/05/2005 - 19:23  

Em audiência pública na comissão parlamentar de inquérito (CPI) que investiga o tráfico de armas no País, o ex-líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) José Márcio Felício, o Geleião, deu informações aos parlamentares sobre a facção. Geleião disse que o PCC foi fundado, no início dos anos 90, no Centro de Reabilitação de Taubaté (SP), como uma reação ao que ele chamou de maus tratos e injustiças contra presidiários.
As atividades logo se expandiram para o tráfico de armas, de drogas e seqüestros, quase tudo feito com a utilização de telefones celulares.

Caixinha
O PCC conta até com uma caixinha para depósito de dinheiro. Inicialmente, os presos depositavam R$ 25 a cada mês. Outros depositantes, fora dos presídios, contribuíam com R$ 500. Posteriormente, a contribuição aumentou para R$ 1 mil. Esse dinheiro serve para a compra de armas, drogas e assistência à família dos presos. "Tendo dinheiro, compra-se tudo", afirmou.
Segundo Geleião, além de São Paulo, o PCC também estaria presente no Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e Bahia.

A reunião prossegue no plenário 9.

Reportagem - José Carlos Oliveira
Edição - Noéli Nobre

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