Pedido de urgência para porte de arma rural gera polêmica em Plenário

Da Agência Câmara - 20/08/2019 - 21:44

A votação da urgência do projeto (PL 3715/19) que autoriza o porte de arma no limite de toda a propriedade rural será feita pelo voto nominal, já que não há acordo. Hoje, o porte é limitado à casa e não à propriedade.

São necessários 257 votos favoráveis para que a proposta ganhe regime de tramitação especial. A votação do mérito vai ficar para amanhã.

A deputada Erika Kokay (PT-DF) criticou a urgência. “Esta proposta significa armar a população, substituir o papel do Estado. E quem lucra com isso são as milícias”, afirmou.

Para o deputado Bira do Pindaré (PSB-MA), haverá mais mortes no campo. “Mais armas, mais mortes”, disse.

Direito de defesa

O deputado Afonso Hamm (PP-RS), no entanto, afirmou que a proposta faz um ajuste à legislação. “As pessoas estão isoladas no campo, as autoridades policiais não chegam, precisamos oferecer o mínimo para garantir o direito de defesa”, declarou.

Já o deputado Lucio Mosquini (MDB-RO) destacou que a proposta apenas estende o limite do porte de arma já existente na lei. “É a extensão do lar do produtor rural”, afirmou.

Ao defender a proposta, o deputado Giovani Cherini (PL-RS) destacou que a insegurança já chegou ao campo, com aumento dos assaltos nas propriedades rurais.

Mais informações a seguir

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura “Agência Câmara”.