Política e Administração Pública

Deputados poderão usar cota parlamentar para pagar serviços de “coworking”

Objetivo é reduzir os custos de manutenção de escritório parlamentar no estado de origem

24/04/2019 - 19:19   •   Atualizado em 30/04/2019 - 17:11

A Câmara dos Deputados autorizou o uso da cota parlamentar para a contratação de serviços de coworking – sistema de espaços compartilhados de trabalho. Um ato da Mesa Diretora formalizou a permissão. O objetivo do uso de um espaço como esse é a redução de gastos, já que os custos são divididos entre todos e não é necessário arcar com aluguel, condomínio, luz e internet para manter um escritório próprio.

Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Ordem do dia para discussão e votação de diversos projetos. Dep. Vinicius Poit (NOVO - SP)
Vinícius Poit: população em geral ganha porque a Câmara vai precisar reembolsar menos dinheiro para os deputados

A Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), antiga verba indenizatória, é uma cota única mensal destinada a custear os gastos do deputado exclusivamente vinculados ao exercício da atividade parlamentar, como, por exemplo, passagens aéreas, telefonia, divulgação da atividade parlamentar e manutenção de escritório de apoio à atividade parlamentar no estado de origem.

O valor máximo mensal da cota parlamentar varia conforme a unidade da Federação que o deputado representa (de R$ 30.788, para os deputados do Distrito Federal, até R$ 45.612, para os de Roraima). A utilização dos recursos é feita mediante reembolso e o saldo não utilizado é acumulado para uso posterior.

Eficiência e economia
Para o deputado Vinícius Poit (Novo-SP), a população em geral ganha com o coworking porque a Câmara vai precisar reembolsar menos dinheiro para os deputados. “A gente está avançando em direção à melhor utilização dos recursos públicos, avançando em nome da eficiência e do fomento do empreendedorismo”, disse Poit, um dos parlamentares que propôs o modelo.

A primeira-secretária, deputada Soraya Santos (PR-RJ), afirmou que o coworking é a primeira de diversas ferramentas a serem adotadas pela Câmara nos próximos anos. “Pretendemos implementar ferramentas numa determinação de economicidade, efetividade e eficácia, com maior aproximação com a população e o menor custo possível”, disse. A primeira-secretaria funciona como uma prefeitura da Câmara, e é responsável por gerenciar os serviços administrativos e de pessoal da Casa.

Segundo a deputada Luisa Canziani (PTB-PR), a oportunidade de trabalho compartilhado vai auxiliar a interação dos parlamentares e sua equipe com outros profissionais, além da economia para os cofres públicos.

 

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Reportagem - Tiago Miranda
Edição - Ana Chalub

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