Política e Administração Pública

Sessão solene homenageia centenário de nascimento de Miguel Arraes

13/12/2016 - 18:48  

Luis Macedo / Câmara dos Deputados
Homenagear o centenário de nascimento de Miguel Arraes de Alencar.
Parlamentares e convidados destacaram a trajetória política do ex-deputado e ex-governador de Pernambuco

O Congresso Nacional homenageou nesta terça-feira (13), em sessão solene, o ex-governador de Pernambuco e ex-deputado Miguel Arraes, que completaria 100 anos na próxima quinta-feira, dia 15.

A homenagem foi proposta pelo deputado Tadeu Alencar (PSB-PE) e pela senadora Lídice da Mata (PSB-BA).

Considerado um dos últimos grandes líderes da esquerda brasileira, Miguel Arraes morreu em 13 de agosto de 2005. Por sua resistência à ditadura militar instalada em 1964, foi preso e exilou-se na Argélia. Voltou ao Brasil em 1979, beneficiado pela Lei de Anistia. Arraes foi governador de Pernambuco por três vezes.

O deputado Tadeu Alencar decidiu abrir mão do discurso que disse ter escrito  “até quase a madrugada” para ouvir os demais oradores.

Quero saudar de maneira muito especial a senadora Lídice da Mata, que também propôs esta sessão solene, cumprimentar o presidente do PSB, Carlos Siqueira; o senador Pedro Simon; o prefeito de Recife, Geraldo Julio; o governador de Pernambuco, Paulo Câmara; e a ministra do Tribunal de Contas da União Ana Arraes", disse, referindo-se à ex-deputada e  filha de Arraes.

A senadora Lídice da Mata destacou a ligação de Arraes com o campo, a cultura e o futuro. “Ele era um sertanejo no mundo e do mundo, que desenvolveu uma solidariedade internacional com todos os povos com quem conviveu no período do exílio e deu uma contribuição imensa à articulação dos brasileiros na resistência democrática”, observou.

O 1º secretário da Câmara, deputado Beto Mansur (PRB-SP), também lembrou a época de exílio de Arraes. “Ele mandava cartas da Argélia, com papel-seda escrito à mão. Isso marcou minha infância. De longe, ele mantinha um contato direito e pedia para quem tivesse o poder da comunicação que fizesse algo para que a lei fosse respeitada”, disse Mansur.

Filho do homenageado, José Almino de Alencar e Silva Neto destacou a trajetória do pai, que nasceu no município cearense de Araripe e formou-se em direito no Recife em 1937, aos 21 anos.

“Não creio que década de 30 ele já previa uma carreira de político, mas, identificado com Barbosa Lima Sobrinho, então presidente do Instituto do Açúcar e do Álcool, acabou nomeado delegado daquele órgão em Pernambuco. E quando Barbosa Lima foi eleito governador, em 1946, assumiu a Secretaria da Fazenda do Estado”, recordou o filho durante a solenidade. 

Reportagem - Murilo Souza
Edição - Rosalva Nunes

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