Maia determina prisão de invasores do Plenário e espera retomar votações
16/11/2016 - 18:05 • Atualizado em 16/11/2016 - 18:56
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse há pouco que não aceitou negociar com os invasores do Plenário, que chamou de baderneiros irresponsáveis. Ele afirmou ainda que determinou à Polícia Legislativa que buscasse o apoio da Polícia Federal para prender todos eles. Rodrigo Maia também declarou que o Plenário realizará sessão ainda hoje.
"A ordem que eu dei ao diretor do Depol [Departamento de Polícia Legislativa] é que todos saiam daqui presos e que sejam levados, com o apoio da Polícia Federal", disse Maia. Segundo ele, os manifestantes serão indiciados por crimes contra o patrimônio público.
Maia afirmou que não aceitaria esse tipo de abuso e agressão ao Parlamento. "Não há negociação. Eu fui procurado para fazer uma negociação. Falei que negociação a gente faz antes de os baderneiros quebrarem o Plenário da Câmara dos Deputados. A partir deste momento, não há o que negociar. Há que se cumprir a lei."
A Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados já desocupou o Plenário, que havia sido invadido por um grupo de manifestantes por volta das 15h30.
O deputado Marcos Rogério (DEM-RO) disse se tratar de um grupo de extrema direita. “O grupo invadiu gritando o nome do juiz Sérgio Moro e, depois, cobrando intervenção [militar]. É uma agressão ao Parlamento e é preciso que a Casa aja com firmeza”, disse. Rogério destacou que, apesar da instabilidade política e econômica, as instituições do País funcionam. “Não há razões para movimentos desta natureza”, disse.
O deputado Bohn Gass (PT-RS) cobrou investigação sobre o movimento. “Isso precisa ser investigado. Querem um general aqui”, condenou.
Da Reportagem
Edição – Pierre Triboli