Conselho de Ética arquiva denúncia do PT contra Wladimir Costa
05/10/2016 - 20:34

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados decidiu nesta quarta-feira (5) arquivar representação do PT contra o deputado Wladimir Costa (SD-PA), por considerar que ele não feriu o decoro parlamentar quando fez diversas críticas ao PT, chegando a afirmar que “99,99% dos petistas são bandidos da pior periculosidade”. A acusação foi feita durante reunião do Conselho de Ética realizada em 7 de junho.
Nesta quarta-feira, os integrantes do conselho acolheram o parecer do relator, deputado Subtenente Gonzaga (PDT-MG), para quem Costa não extrapolou o direito de opinião inerente ao mandato, não havendo justa causa para a aceitação da denúncia.
A decisão pelo arquivamento foi tomada por 12 votos a favor e uma abstenção. Não havia parlamentares petistas na reunião, por haver sessão no Plenário no mesmo momento.
Laerte Bessa
O deputado Mauro Lopes (PMDB-MG), relator da representação do PT contra o deputado Laerte Bessa (PR-DF), sugeriu o arquivamento do caso, mas a votação foi adiada. Em 15 de junho, durante sessão do Plenário, Bessa chamou a então presidente afastada Dilma Rousseff de “vagabunda”.
O relator acolheu a defesa de Bessa, que invocou o princípio constitucional da inviolabilidade do parlamentar por suas opiniões, palavras e votos.
Jean Wyllys
O presidente do conselho, deputado José Carlos Araújo (PR-BA), escolheu o deputado Ricardo Izar (PP-SP) para relatar a representação da Mesa Diretora da Câmara contra o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ).
Wyllys é acusado de ferir o decoro parlamentar por cuspir na direção do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) no dia da votação da admissibilidade do impeachment. Wyllys disse depois que estava revidando um insulto.
Izar disse que vai requisitar o vídeo da sessão, ouvir os envolvidos e dar seu parecer dentro do prazo de 60 dias.
Ainda na reunião desta quarta-feira, um pedido de vista adiou para a semana que vem o julgamento de outra representação contra Wyllys – esta apresentada pelo PSC.
Wyllys foi acusado de quebrar o decoro parlamentar em post no Facebook no qual critica os “delírios homofóbicos de políticos e líderes religiosos mentirosos”, ao comentar o massacre de gays em boate de Orlando (EUA).
No mesmo post, criticou os discursos de ódio dos “bolsomitos”, “malafaias” e “felicianos”, o que ofendeu os deputados Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro (SP) e Pastor Marco Feliciano (SP), todos do PSC.
O relator, deputado Júlio Delgado (PSB-MG), sugeriu o arquivamento do caso. Para ele, não houve imputação de nenhum fato criminoso aos três deputados e não houve quebra de decoro.
Da Redação/WS