Prossegue divergência sobre novo modelo de atuação da Petrobras no pré-sal

Da Agência Câmara - 05/10/2016 - 19:51

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O deputado Henrique Fontana (PT-RS) chamou de “entreguistas” os parlamentares que defendem o fim da participação obrigatória da Petrobras em campos do pré-sal. “Quem investiu milhões de reais em desenvolvimento de tecnologia para descobrir o pré-sal foram os brasileiros. E, agora que o filé mignon está na mesa, vocês querem chamar as multinacionais”, apontou Fontana.

Ele participa neste momento do processo de votação da proposta permite à Petrobras optar por participar ou não como operadora em blocos de exploração do pré-sal no regime de partilha (PL 4567/16).

O deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), por sua vez, discordou que o projeto signifique a entrega das reservas brasileiras a multinacionais. “No campo de Libra, já existem cinco empresas operando junto com a Petrobras. Elas pagaram R$ 15 bilhões em royalties. Isso já é uma realidade. O que estamos propondo aqui é permitir a estatal escolher em quais campos quer operar”, argumentou.

O líder da Rede, deputado Alessandro Molon (RJ), concordou que a legislação atual já permite parcerias com multinacionais, mas alertou que, na opinião dele, o que o projeto pretende é exatamente acabar com a possibilidade de a Petrobras participar dessas parcerias.

Atualmente, o Brasil produz 2,3 milhões de barris de petróleo por dia e possui uma reserva estimada em 50 bilhões de barris a ser explorada.

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