Política e Administração Pública

Afastamento de Eduardo Cunha continua repercutindo em sessão plenária

05/05/2016 - 14:40  

O Plenário iniciou há pouco uma sessão de debates, fruto da pressão de deputados do Psol, do PT, do PCdoB e do PTdoB insatisfeitos com o encerramento da sessão extraordinária marcada para a manhã desta quinta. Os parlamentares querem continuar a debater a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavaski que afastou Eduardo Cunha do mandato e do cargo de presidente da Câmara.

Mais cedo, inconformados com o encerramento da sessão da manhã, alguns deputados chegaram a manter uma sessão informal por cerca de uma hora.

Nessa nova sessão, o afastamento de Cunha é tema dominante dos discursos. O deputado Nilto Tatto (PT-SP) comemorou a decisão do ministro do STF, mas alertou que ela deveria ter sido tomada há mais tempo. ”Foi uma decisão muito tardia. Durante o período em que esteve na presidência perseguiu funcionários e até deputados. E o estrago maior foi ter agravado a crise política e econômica e ter conduzido o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff”, disse.

Já o deputado Marcon (PT-RS) disse que está indignado com a Justiça. “Primeiro deixou o bandido sentado aqui, fazer o serviço sujo, e agora o afastam”, criticou. O deputado Assis Carvalho (PT-PI) também comentou a decisão. “Será que os golpistas todos foram prestar solidariedade a Eduardo Cunha?”, ironizou.

Reportagem - Carol Siqueira
Edição – Natalia Doederlein

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