Comissão Geral debaterá rebaixamento de grau de investimento no Brasil
08/04/2016 - 10:25
O Plenário da Câmara dos Deputados será transformado em Comissão Geral na próxima quarta-feira (13) para tratar do rebaixamento e a perda de Selo de Bom Pagador do Brasil pelas Agências de Investimentos Internacionais”.
O autor do requerimento para a realização da comissão geral, deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), explicou que vai ser a primeira vez que os deputados terão oportunidade de se reunir com o novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, para ouvir quais providências serão tomadas pelo governo para driblar a crise econômica e retomar o crescimento da economia.
Para Sóstenes Cavalcante, é pouco provável que o Congresso aprove a volta da CPMF e, por isso, o governo vai precisar colocar em prática medidas de redução de gastos para que novas "pedaladas fiscais" não voltem a acontecer.
O deputado lembrou que o Orçamento de 2016 já conta com os valores provenientes da CPMF, então é preciso saber como o Ministério da Fazenda vai trabalhar com a falta desses recursos. "A comissão geral visa única e exclusivamente ouvir dele as explicações para a retomada do crescimento econômico do País. Um balanço de como está a situação econômica e fiscal do País nesse momento e os rumos que ele pretende dar para os próximos meses e anos, caso o governo Dilma continue", explicou Cavalcante.
Grau de investimento
O grau de investimento é uma condição atribuída por agências internacionais de classificação de risco a papéis, empresas ou países para definir que se trata de um investimento seguro - ou seja, com baixo risco de calote.
As três agências risco de maior visibilidade no mundo são a Standard & Poor's, a Moody's e a Fitch Ratings. O Brasil perdeu o título de bom pagador nas três. Na prática, essa retirada significa que o País pode não honrar dívidas no mercado financeiro, o que o torna pouco atraente para investimentos internacionais.
As agências de risco alegam que o país apresenta um cenário de baixo crescimento para os próximos anos, com o endividamento do governo podendo superar 80% do Produto Interno Bruto.
A comissão geral está marcada para 9 horas.
Reportagem - Karla Alessandra
Edição – Mônica Thaty