Política e Administração Pública

PP vai esperar decisão sobre impeachment para definir permanência no governo

30/03/2016 - 15:55  

Divulgação/Câmara dos Deputados
Aguinaldo Ribeiro - PP
Aguinaldo Ribeiro: a questão das discussões em torno de cargos vai haver, faz parte da política, não vamos aqui criminalizar isso

O Partido Progressista (PP) está dividido sobre sua permanência no governo. Deputados e senadores do PP reuniram-se por duas horas nesta quarta-feira (30) e decidiram esperar uma decisão da comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff para convocar o diretório nacional do partido e definir sobre a permanência ou não na base aliada ao governo. A reunião do diretório deve ocorrer dia 11 ou 12 de abril.

O presidente do partido, senador Ciro Nogueira (PI), deixou a reunião sem gravar entrevistas. Coube ao líder do partido na Câmara, o deputado Aguinaldo Ribeiro (PB), defender que a decisão sobre deixar ou não o governo seja tomada pela maioria do diretório nacional da legenda. Até lá, Ribeiro reforçou que o PP não deve aceitar ministérios ou cargos no governo.

"Esse não é o momento para discussão de troca de cargos. O que o nosso partido precisa no momento de dificuldade do País é contribuir com o Brasil. Então, nosso partido, inclusive, por sugestão de todos, estará apresentando um manifesto com alternativas para o País, num momento em que necessitamos recuperar empregos, necessitamos recuperar nosso crescimento econômico, o desenvolvimento do nosso País. Essa é a nossa preocupação”, afirmou o parlamentar.

“A questão das discussões em torno de cargos vai haver, faz parte da política, não vamos aqui criminalizar isso, mas nosso partido decidiu que essa posição será um dia após a definição da comissão especial do impeachment ou um dia antes", acrescentou.

Negociações
Os deputados do PP que integram a comissão especial do impeachment, Jerônimo Goergen (RS) e Júlio Lopes (RJ), lideram as negociações para que o partido deixe o governo.

"Nós, o deputado Júlio Lopes e eu, e os demais parlamentares que temos esse entendimento, vamos trabalhar muito, agora, nesses dias para construir, orientados pelo líder e pelo presidente, uma unanimidade no PP e a unanimidade hoje é muito mais próxima da saída do governo", disse Goergen.

Depois das mudanças com a janela partidária, o PP é a terceira maior bancada da Câmara, com 51 deputados, segundo o líder da legenda, o que torna os votos do partido decisivos na análise do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Para dar prosseguimento ao processo, são necessários 342 votos favoráveis no Plenário.

Reportagem – Geórgia Moraes
Edição – Newton Araújo

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