Crença no anonimato da rede potencializa crueldade do bullying, diz psicóloga
A psicóloga Maria Tereza Maldonado afirmou há pouco que o cyberbullying (intimidação sistemática praticada via internet) tem efeito muito mais devastador do que o bullying pessoal, por conta da proporção que os ataques podem tomar, alcançando uma plateia enorme. “A crença no anonimato potencializa a crueldade”, acrescentou, durante audiência pública da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Crimes Cibernéticos.
Segundo ela, é preciso alertar especialmente crianças e adolescentes sobre os riscos que a internet apresenta e sobre as possibilidades de autoproteção.
A psicóloga alertou que, mesmo quando acontece fora da escola, o bulllying repercute dentro dela. Para Maldonado, a escola deve ser envolvida tanto para a reparação dos danos, como para a prevenção e o monitoramento. Ela destacou ainda que discurso de ódio não pode ser considerado liberdade de expressão.
O deputado JHC (PSB-AL), que pediu a audiência, disse que deve ser desmistificada a sensação provada pelo cyberstalking e cyberbullying de que não é possível identificar os praticantes dos crimes. Mais cedo, na audiência, a advogada especialista em direito digital Gisele Truzzi deu orientações sobre como chegar aos autores dos ataques.
O deputado JHC observou ainda que muitos juízes ainda não estão preparados para interpretar propriamente questões relativas ao direito digital. Ele ressaltou a necessidade de educação digital nas escolas, conforme prevê projeto de lei de sua autoria, o PL 2801/15.
A audiência está sendo realizada no plenário 3.