Presidente do BNY Mellon diz que tenta acordo com Postalis para recompor perdas

Da Agência Câmara - 18/02/2016 - 13:35

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O presidente para América Latina e CEO no Brasil do Banco BNY Mellon, Eduardo Adriano Koelle, que presta depoimento à CPI dos Fundos de Pensão neste momento, falou da tentativa de acordo com o Postalis para recompor prejuízos causados por irregularidades no banco. O BNY Mellon é acusado de dar prejuízo ao fundo de pensão dos Correios.

Segundo ele, uma primeira proposta foi feita em janeiro, mas não foi aceita pelo fundo de pensão. O banco, de acordo com Koelle, aguarda contra-proposta do Postalis.

Ele se comprometeu a responder todas as perguntas dos deputados, mesmo estando com habeas corpus.

Em dezembro do ano passado, a comissão ouviu, em reunião reservada, dois ex-dirigentes do BNY. Eles apresentaram aos parlamentares uma carta, na qual relatam negligência do banco nos investimentos do Postalis.

O relator da CPI, deputado Sergio Souza (PMDB-PR), apontou contradições entre o primeiro depoimento de Koelle à CPI e outras testemunhas ouvidas. Souza indagou sobre qual foi a real razão da demissão de Zeca de Oliveira, ex-presidente do banco, alvo de vários processos na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e acusado de ser responsável pelos prejuízos ao Postalis.

Koelle afirmou que Oliveira fez pagamento de bônus não autorizado a um ex-funcionário e por isso foi demitido. O pagamento ocorreu em 2010 e a demissão só três anos depois, o que causou surpresa ao relator. "Isso é que não bate", disse Souza.

Sergio Souza lembrou ainda que nos Estados Unidos o BNY ressarciu prejuízos a fundos de pensão daquele país causados pelo banco. Ele fez um apelo para que acordo semelhante ocorra no Brasil o mais rapidamente possível.

Koelle disse que o banco tem buscado o acordo e que aguarda contra-proposta do Postalis à primeira proposta apresentada pelo BNY.

A reunião prossegue no plenário 1.

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