Política e Administração Pública

Vaccari permanece em silêncio na CPI dos Fundos de Pensão

03/02/2016 - 14:27  

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O ex-tesoureiro nacional do PT João Vaccari Neto permanece em silêncio em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fundos de Pensão nesta quarta-feira (3).

Ontem (2) a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, concedeu um habeas corpus permitindo que Vaccari Neto ficasse em silêncio durante seu interrogatório na CPI. A decisão garante ao ex-tesoureiro o direito a não responder perguntas “se tanto importar em autoincriminação”.

Vaccari está preso em Curitiba, como réu da Operação Lava Jato. O juiz Sérgio Moro, titular da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, autorizou, em 22 de janeiro, a vinda do ex-tesoureiro a Brasília para dar seu depoimento.

Indícios
O presidente da CPI, deputado Efraim Filho (DEM-PB), afirmou que Vaccari foi convocado porque “há graves indícios de que exerceu tráfico de influência junto aos fundos de pensão para desviar recursos e atender a interesses políticos partidários”. O parlamentar disse ainda que o silêncio do depoente “poderá gerar presunção de culpa aos membros da comissão”.

O relator da CPI, deputado Sérgio Souza (PMDB-PR), apontou que Vaccari foi citado por delatores da Operação Lava Jato, como o lobista Milton Pascowitch, como um dos recebedores de pagamentos por parte da empreiteira Engevix, que teria pago propina para celebrar contratos com a Petrobras.

Souza acrescentou ainda que houve investimentos da Funcef (fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal) na Engevix. Entre outras questões, o relator questionou o ex-tesoureiro do PT se ele recebeu propina e se houve ingerência política juntos aos dirigentes da Funcef para que investimentos fossem aprovados.

Souza também questionou se Vaccari Neto tem imóveis no edifício Solaris, na cidade do Guarujá (SP), localizado em condomínio lançado pela Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo). Ele questionou ainda se o depoente foi presidente da Bancoop, que cargos ocupou na cooperativa e quem o indicou. Questionou ainda sobre o processo de falência da Bancoop, cujos imóveis inacabados teriam sido assumidos pela OAS Engenharia, sobre a participação do depoente na reestruturação desse negócio e sobre o aporte de recursos da Funcef no negócio.

O depoente se manteve em silêncio. A audiência continua no plenário 1, com questionamentos dos parlamentares.

Mais informações a seguir.

Reportagem - Lara Haje
Edição - Mônica Thaty

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