Deputados começam a votar veto a regras de refinanciamento de dívidas

Da Agência Câmara - 18/11/2015 - 16:44
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Os deputados começam a votar nominalmente veto ao Projeto de Lei Complementar 37/15, que modificou a Lei Complementar 148/14, alterando regras de contratos de refinanciamento de dívidas entre União, estados, Distrito Federal e municípios.

Se derrubado o veto, será reincluído na lei complementar prazo para a criação de fundo de reserva de parte de depósitos judiciais antigos.

A Lei Complementar 151/15, originária do projeto, prevê que 70% dos depósitos judiciais vinculados a processos contra estados, Distrito Federal e municípios devem ser depositados na conta única desses entes. Os outros 30% ficarão no banco em um fundo de reserva para garantir o pagamento de causas perdidas por esses governos.

O prazo estipulado é de 15 dias após a apresentação de termo de compromisso pela administração pública de usar os recursos repassados a sua conta para pagamento de precatórios, dívida, despesas de capital ou recomposição de fundos de previdência.

Para vetar a regra, o Executivo argumentou que ela não prevê prazo para desenvolvimento tecnológico e operacional suficiente a sua implementação, “o que levaria a severa dificuldade para concretização”.

Tendência

Com a maior parte dos partidos orientando pela liberação das bancadas ou contra o veto, a tendência é de que ele seja derrubado.

Deputados e senadores contrários ao veto acreditam que a volta do prazo ajude nas negociações dos estados junto aos bancos e à Justiça para efetivar a transferência, inclusive com reformulações que seriam providenciadas por outro projeto de lei, do senador Blairo Maggi (PR-MT), que tramitaria no Senado.

Para um veto ser derrubado, ele precisa do voto contrário da maioria absoluta de deputados (257) e de senadores (41).

A sessão ocorre no Plenário Ulysses Guimarães. 

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