Eficácia da fosfoetanolamina para tratar câncer é defendida em audiência
12/11/2015 - 10:02

Gilberto Orivaldo Chierice, professor e pesquisador da Universidade de São Paulo (USP), defendeu, em audiência pública da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, o uso da substância fosfoetanolamina no tratamento contra o câncer.
A substância foi desenvolvida no início dos anos 90 por Chierice, hoje aposentado, no laboratório do Grupo de Química Analítica e Tecnologia de Polímero do Instituto de Química da USP.
Este ano, a distribuição da droga foi suspensa por decisão judicial, sob o argumento de que a substância não foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A audiência pública sobre o assunto foi solicitada pelos deputados Adelmo Carneiro Leão (PT-MG), Reginaldo Lopes (PT-MG), Diego Garcia (PHS-PR), Carlos Andrade (PHS-RR), Carlos Manato (SD-ES), Silas Câmara (PSD-AM), Raquel Muniz (PSC-MG), Lobbe Neto (PSDB-SP), Toninho Pinheiro (PP-MG) e Weliton Prado (PT-MG).
De acordo com Chierice, a droga não é tóxica e é eficaz para matar a célula do câncer. “Se não é tóxica e se tem eficácia, se demorar (para ser liberada) vai morrer muita gente”, disse o médico.
As conclusões do pesquisador foram confirmadas pelo chefe do Laboratório de Imunologia do Instituto Butantan, Durvanei Augusto Maria. “A fosfoetanolamina consegue matar células tumorais e não causa efeitos colaterais”, disse.
A audiência pública, que começou há pouco, também terá a participação de representantes da Anvisa e do Ministério Público.
A audiência acontece no plenário 7.
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Reportagem - Antonio Vital
Edição - Marcia Becker