Presidente da Petrobras inicia depoimento em CPI
14/10/2015 - 15:02

Começou há pouco a reunião da CPI da Petrobras destinada a ouvir o depoimento do presidente da estatal petrolífera, Aldemir Bendine.
Bendine foi convocado para explicar as medidas de combate a corrupção adotadas pela empresa desde que ele assumiu o cargo no lugar de Graça Foster, em fevereiro, além dos planos da empresa para o futuro.
Os deputados querem saber, principalmente, quando a Petrobras vai retomar seus investimentos, prejudicados desde que começou a operação Lava Jato, no ano passado.
Um estudo da Fundação Getúlio Vargas concluiu que as denúncias de corrupção podem causar uma redução de quase R$ 30 bilhões nos investimentos da Petrobras em 2015.
Somente a paralisação da construção de navios-plataforma pela empresa Sete Brasil, contratada pela Petrobras, já causou a demissão de mais de 30 mil pessoas.
Bendine foi convocado a partir de um acordo entre deputados do governo e da oposição. O requerimento de convocação tem as assinaturas do relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ); do vice-presidente da CPI, Antonio Imbassahy (PSDB-BA); e dos deputados Fernando Monteiro (PP-PE); João Carlos Bacelar (PR-BA); e do deputado licenciado Celso Pansera (PMDB-RJ), atual ministro da Ciência e Tecnologia.
Prorrogação
Na última reunião da CPI, deputados de vários partidos manifestaram a preocupação de que a convocação de Bendine pudesse ser uma espécie de ponto final da CPI, prevista para acabar no dia 23 de outubro.
Deputados do Democratas, PPS e Psol defendem a prorrogação dos trabalhos, a convocação de mais depoentes e o aprofundamento das investigações, mas o próprio relator da comissão, Luiz Sérgio, se mostrou contrário à prorrogação.
O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) apresentou requerimento à Mesa Diretora da Câmara, pedindo a prorrogação dos trabalhos da CPI por mais 120 dias. Em sua justificativa, ele argumentou que “a presente comissão ainda tem por realizar importantes oitivas, fundamentais para o esclarecimento dos fatos que vem sendo apurados, tais como as de Milton Pascowitch, Ricardo Pessoa, Fernando Baiano, Nestor Cerveró, Fernando de Moura e Pedro Correa”.
Para que a CPI seja prorrogada, o requerimento tem que ser aprovado no Plenário da Câmara, depois que o presidente da Casa, Eduardo Cunha, colocá-lo em pauta.
A reunião ocorre no plenário 1.
Reportagem - Antonio Vital
Edição - Newton Araújo