Jaques Wagner: nomeação de marido de ex-ministra foi correta
30/09/2015 - 12:23

O ministro da Defesa, Jaques Wagner, defendeu há pouco, em audiência pública da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, a nomeação do marido da ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais Ideli Salvatti para um cargo na Junta Interamericana de Defesa, em Washington. Ele foi questionado a respeito da medida pelo deputado Major Olimpio (PDT-SP).
Ideli Salvatti foi nomeada assessora de Acesso a Direitos e Equidade da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington. Depois, o marido dela, o segundo-tenente músico do Exército Jeferson da Silva Figueiredo, foi designado pelo Ministério da Defesa para o cargo de ajudante da Subsecretaria de Serviços Administrativos e de Conferências na Junta Interamericana de Defesa, com salário mensal de 7,4 mil dólares.
“Não foi criada nenhuma vaga. Isso eu não aceitaria. Havia uma vaga que era prerrogativa do ministro indicar. Consultei a assessoria internacional do ministério. Ele já trabalhava no Estado-Maior e foi nomeado”, explicou o ministro.
Wagner explicou que o salário é o mesmo pago a militares com igual patente no exterior. “Não houve nenhum tratamento excepcional a ele e é uma prática comum transferir servidores quando o cônjuge é transferido para outro lugar”, acrescentou.
A audiência prossegue no Plenário 3.
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Reportagem – Antonio Vital
Edição – João Pitella Junior