Relator vê “escalada insustentável” de empréstimos na gestão de Fiocca no BNDES
03/09/2015 - 11:04
O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do BNDES, deputado José Rocha (PR-BA), classificou de “escalada insustentável” o ritmo de empréstimos aprovados pela instituição na gestão do ex-presidente Demian Fiocca (2006 a 2007), que presta depoimento, neste momento, ao colegiado.
Segundo Rocha, os desembolsos do banco foram de R$ 51,3 bilhões, em 2006, e R$ 64,9 bilhões, em 2007, o que teria obrigado o Tesouro Nacional a intensificar o aporte de capital na instituição. “O senhor não percebeu que era uma escalada insustentável, levando a um beco sem saída”?, perguntou o relator.
Fiocca admitiu o aumento dos desembolsos do BNDES, mas rebateu a interpretação de “escalada insustentável”. O ex-presidente justificou esse aumento pela intensificação das ações do banco no fomento à economia. Também lembrou o contexto da crise econômica internacional de 2008, época em que o BNDES foi usado como instrumento de enfrentamento das dificuldades típicas de período de crise.
Ele destacou ainda que o BNDES tem volume de recursos suficientes para atuar sem o Tesouro. No entanto, o deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA) lembrou que o Tesouro fez aporte de mais de R$ 400 bilhões para o BNDES entre 2008 e 2014. “Isso ajudou a aprofundar a atual crise fiscal”, completou o deputado Betinho Gomes (PSDB-PE).
A reunião ocorre no plenário 2.
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Reportagem – José Carlos Oliveira
Edição – Marcos Rossi