Segurança

Coordenador de Gaeco destaca integração para combater crime organizado

Gaeco do Rio de Janeiro sugere aos parlamentares alteração na lei que regulamenta as interceptações telefônicas para fins de investigação.

13/08/2015 - 20:29  

Antonio Augusto / Câmara dos Deputados
Audiência pública da Subcomissão Permanente para tratar do Combate ao Crime Organizado para debater sobre políticas públicas de combate ao crime organizado. Procurador de Justiça e Coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Estado do Paraná, Leonir Batisti
Batisti: a grande contribuição do Gaeco é desestimular reações corporativas contrárias que existem entre as instituições e que resultam em inoperância investigatória geral.

O procurador de Justiça e coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Paraná, Leonir Batisti, afirmou que integração dos órgãos policiais é muito importante para o sucesso das investigações e a prisão dos envolvidos. "A grande contribuição de um grupo como o Gaeco é desestimular as reações corporativas contrárias que existem entre as instituições e que resultam em inoperância investigatória geral."

Batisti participou de audiência pública promovida pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado para ouvir representantes dos Gaeco do Paraná e do Rio de Janeiro.

Existem Gaecos em todo o País, que são formados por integrantes do Ministério Público, da Polícia Civil e da Polícia Militar. Os grupos atuam na repressão aos crimes que envolvem o poder público, corrupção policial ou cometidos pelo crime organizado, incluindo o tráfico de drogas.

O objetivo da reunião foi o de recolher informações para a atuação da subcomissão que trata do crime organizado.

Interceptações telefônicas
O procurador de justiça e coordenador do Gaeco do Rio de Janeiro, Claucio Cardoso da Conceição, sugeriu aos parlamentares alteração na lei que regulamenta as interceptações telefônicas (Lei 9.296/96) para fins de investigação.

Para Cláucio, o prazo da autorização judicial - que hoje é de 15 dias - deveria ser de 30 dias. "Se a investigação é produtiva, se ela é promissora, a cada 15 dias ter de voltar ao juiz, isso cria má vontade no próprio juiz. É uma estrutura burocrática. Invariavelmente você tem a interrupção entre uma quinzena e outra e outras. Isso causa quase sempre prejuízos irreparáveis à investigação."

O autor do requerimento para a realização da audiência pública, deputado Delegado Edson Moreira (PTN-M G), destacou que a experiência dos Gaecos serve de base para que a comissão possa elaborar uma legislação eficaz no combate ao crime organizado, que só no Rio de Janeiro e em São Paulo movimenta R$ 18 milhões por mês. "Os prejuízos causados pelo crime organizado são muitos: patrimoniais, vidas. Portanto é de suma importância coletarmos subsídios para facilitar a repressão. Esses grupos estão realmente cada vez mais organizados, enquanto o Estado está se desorganizando."

Reportagem - Karla Alessandra
Edição – Regina Céli Assumpção

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'.