Política e Administração Pública

Em sessão solene, deputados lembram os 21 anos do Plano Real

14/07/2015 - 16:02  

Maryanna Oliveira / Câmara dos Deputados
Homenagem ao 21º Aniversário do Lançamento da Moeda Real. Dep. Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR)
Luiz Carlos Hauly propôs o lançamento de um novo Plano Real, para fazer reformas necessárias na economia brasileira

As críticas aos governos da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ambos do PT, marcaram os discursos nesta terça-feira, na Câmara dos Deputados, em sessão solene para lembrar os 21 anos do Plano Real. Segundo deputados que subiram à tribuna do Plenário Ulysses Guimarães, boa parte da herança de estabilização econômica deixada pelos ex-presidentes Itamar Franco (1992-1994) e Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) teria sido “desconstruída” nos últimos 13 anos.

O deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), que sugeriu a realização da sessão solene, fez um balanço da história do plano econômico e propôs o lançamento do “Real II”, com “reformas tributária, da Previdência, fiscal e política”, e defendeu “um presidencialismo com parlamentarismo, com um primeiro-ministro forte”.

“Não podemos perder a estabilidade que o Real nos deu; a inflação já está voltando, por falta de responsabilidade, de governabilidade. Vamos fazer as reformas, vamos ao Real II”, discursou Hauly.

O deputado Heráclito Fortes (PSB-PI) disse que “o Plano Real é o plano do povo”, pois “acabou com a inflação, o maior imposto que atinge o pobre e o trabalhador”. Ele criticou os governos petistas: “O presidente Fernando Henrique deixou uma grande herança para o seu sucessor, o presidente Lula, mas o filho era perdulário, só esbanjava, não produzia. Vivemos um falso clube da felicidade. Não há fortuna que não se acabe. Agora, com Dilma, estamos vendo a volta da inflação.”

Gastos públicos
Para o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), FHC, “na sua condição de grande administrador de conflitos, negociou, administrou e quebrou a espinha da inflação que atormentava o pobre e o trabalhador”.

Depois de lembrar o “brilhantismo” da equipe responsável pelo Real, o deputado Pauderney Avelino (DEM- AM) disse que, antes do plano, “o Brasil era um país caótico” e não tinha conhecimento real da sua economia e administração, tal o descontrole dos dados econômicos. “Os mais jovens felizmente não conheceram o amargor de viver com a inflação, o mais cruel dos impostos, mas os governos seguintes começaram a demolir o legado que receberam. O gasto público não tem controle, o câmbio disparou e assistimos a todo tipo de pedalada e maquiagem das contas públicas”, disse Avelino.

O deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP) observou que “tudo que o pobre ganhava ficava com a inflação”. E acrescentou: “Era um imposto que só atingia o pobre. Quem tinha dinheiro lucrava: aplicava no overnight, em poupanças que corrigiam a inflação do período e ainda pagavam juros. O Plano Real foi o plano dos pobres. Foi o plano da responsabilidade fiscal, feito sem atingir direitos dos trabalhadores ou a ordem jurídica. Agora, temos a irresponsabilidade fiscal com a total falta de ética e desvios criminosos de recursos”.

Reportagem – Roberto Stefanelli
Edição – João Pitella Junior

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