Política e Administração Pública

João Paulo defende apuração de conversa gravada

31/03/2004 - 18:28  

O presidente da Câmara, João Paulo Cunha, defendeu há pouco a investigação da conversa gravada entre o subprocurador José Roberto Santoro e o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. No encontro, Santoro teria usado métodos considerados heterodoxos para convencer o empresário a lhe entregar a fita de vídeo em que aparece sendo achacado pelo ex-assessor da Casa Civil, Waldomiro Diniz.
Para João Paulo, a nova gravação é um ingrediente a mais que precisa ser apurado pela Polícia Federal ou pelo próprio Ministério Público, que já vinha investigando as denúncias.

Esclarecimento e punição
Quanto à possibilidade de a nova fita reforçar o pedido de CPI sobre o caso apresentado pela Oposição, o deputado disse não saber qual o instrumento mais adequado para a investigação. "O que importa é o esclarecimento dos fatos e a punição dos culpados", acrescentou, ao recomendar que se espere pelo desenrolar das investigações que já estão em curso.
João Paulo também condenou a espionagem e o grampo como práticas políticas válidas. "Esses instrumentos são um tipo de autofagia, onde no final todos morrem", afirmou. "São práticas que deveriam ser abandonadas, pois não ajudam a democracia".

Reportagem - Poliani Castello Branco
Edição - Rejane Oliveira

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)

Agência Câmara
Tel. (61) 216.1851 ou 216.1852
Fax. (61) 216.1856
E-mail: agencia@camara.gov.br
A Agência utiliza material jornalístico produzido pela Rádio, Jornal e TV Câmara.

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'.