Política e Administração Pública

Deputado quer mais informações antes de votar moção de repúdio à Venezuela

18/06/2015 - 17:42   •   Atualizado em 18/06/2015 - 17:47

O deputado Glauber Braga (PSB-RJ) disse há pouco que as informações disponíveis até o momento não são suficientes para que a Câmara aprove ato de repúdio ao governo da Venezuela por maus-tratos a parlamentares brasileiros em visita àquele país. O tema está em discussão no Plenário.

“Quero dialogar com as informações que tenho. Por enquanto, só tenho o relato de vossa excelência [presidente da Câmara, Eduardo Cunha] e o Twitter do senador Ronaldo Caiado, com todo o respeito que tenho por ele e sabendo de suas posições ideológicas, que são claras”, disse Braga.

“Eu não vou repudiar algo que não tenho a convicção sobre o que aconteceu. Assumo o compromisso de, se amanhã ficar confirmado que houve um processo de violência, seja pela Venezuela, pela Bolívia, pelos Estados Unidos contra qualquer parlamentar, vou votar a favor da moção”, comprometeu-se Braga. “Agora, não faço o jogo político. Não vou basear meu processo de decisão no twitter do senador Ronaldo Caiado”, finalizou.

Para o líder do Psol, deputado Chico Alencar (RJ), a moção não é nenhuma afronta ao governo venezuelano. “Essa moção do Parlamento está enxuta, não acusa governos e fala do devido respeito a uma comitiva parlamentar”, disse Alencar.

Por sua vez, o deputado Raul Jungmann (PPS-PE) criticou o fato de o ministro da Defesa não ter feito a troca da aeronave para permitir que os deputados também pudessem participar da missão no exterior. “É importante dizer esse fato, porque nós vamos à Venezuela após o recesso. E queremos garantias do governo brasileiro de que não vamos passar por isso. Precisamos ter garantia de que não seremos agredidos e que será assegurada nossa integridade”, disse.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Pierre Triboli

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'.