Empresário afirma que Camargo Corrêa sofreu pressão ao parar de pagar propina
20/05/2015 - 19:56 • Atualizado em 20/05/2015 - 20:05
O empresário Dalton dos Santos Avancini, diretor-presidente da construtora Camargo Corrêa, disse à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras que havia pressão para que a empresa pagasse propina aos ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa e Renato Duque.
Ele disse que a Camargo Corrêa parou de pagar propina em 2008 e começou a ter problemas em contratos com a Petrobras, como o para construção da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco.
“Quando ganhamos o contrato da Rnest, começaram a colocar um monte de obstáculos. A pressão era feita pelo (doleiro) Alberto Youssef sobre o Eduardo Leite (gerente comercial da Camargo Corrêa)”, disse Avancini, em depoimento encerrado há pouco.
Ele reforçou que Renato Duque recebia propina em nome do PT e Paulo Roberto Costa, em nome do PP. “Havia uma coação para os pagamentos por parte dos diretores, mas havia também o interesse das empresas, que queriam ter benefícios, por isso não dá para dizer que foi uma extorsão”, disse.
Avancini disse ainda que a construtora voltou a interromper o pagamento de propina em 2014. “A partir daí, passamos a ser considerados devedores e continuaram as cobranças”, disse.
Reportagem – Antonio Vital
Edição – Marcos Rossi