Debate sobre crise hídrica é encerrado com críticas a governos federal e paulista
A comissão geral no Plenário da Câmara que discutiu as crises hídricas e energéticas acaba de ser encerrada, com críticas aos governos federal e paulista.
O deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) criticou a decisão do governo federal de excluir 5,8 milhões de famílias da tarifa social de energia elétrica. O deputado Weliton Prado (PT-MG) também criticou a decisão e disse que não é admissível que todos os problemas do setor estejam sendo “jogados nas costas do consumidor”.
Já o deputado José Airton Cirilo (PT-CE) defendeu a gestão do governo na área energética, destacando que hoje não existem “apagões”, que só teriam ocorrido no governo de Fernando Henrique Cardoso.
O deputado Nilto Tatto (PT-SP) criticou a privatização da Sabesp, concessionária dos serviços públicos de saneamento básico no estado de São Paulo. “O objetivo da Sabesp hoje não é mais abastecimento de água, é gerar lucro”, afirmou. Além disso, criticou a Câmara, por ter aprovado “um Código Florestal que anistia desmatadores”. Ele afirmou que há muito tempo os ambientalistas tentam colocar a questão ambiental no centro da pauta do governo, sem sucesso, e agora a própria natureza o fez.
O deputado Major Olimpio (PDT-SP) afirmou que o governador de São Paulo, Geraldo Alckimin, mentiu para a população ao negar a existência da crise hídrica até quando pode e disse que agora é toda a população brasileira que está sob risco. “Não dá para dizer se foi o PT ou PSDB; temos que dizer: fomos irresponsáveis.”
Isenção tributária
Por fim, o deputado Fausto Pinato (PRB-SP) defendeu desonerações tributárias para máquinas e equipamento destinados a reuso de água, além da criação de linhas de financiamento no BNDES para esse tipo de equipamento.