Deputados propõem despoluição de rios e aproveitamento de água do Amazonas

Da Agência Câmara - 04/03/2015 - 12:43   •   Atualizado em 04/03/2015 - 15:31

Diversos deputados apresentaram propostas para o Brasil lidar com as crises hídricas e energéticas durante a comissão geral sobre o assunto nesta quarta-feira (4), no Plenário da Câmara.

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O deputado Delegado Edson Moreira (PTN-MG) destacou a necessidade urgente de investimentos na despoluição de rios. “Se o Poder Executivo criasse mecanismos para a captação e o direcionamento correto das águas pluviais e aumentasse mais as pesquisas para aproveitamento da água do mar e para levar essa água a grandes centros, como é feito em Israel, a falta d’água não estaria premente como está”, disse.

Já o deputado Evandro Rogério Roman (PSD-PR) sugeriu o aproveitamento da água do Amazonas. “Isso é possível, já existem estudos sobre isso”, ressaltou.

Produtor rural

O deputado Zé Silva (SD-MG) propôs que o produtor rural que produz água seja remunerado. “O campo utiliza quantidade maior de água, mas também preserva, produz e limpa água, enquanto as populações da cidade não preservam água, apenas a sujam”, ressaltou.

O deputado Luiz Carlos Heinze (PP-RS), por sua vez, chamou a atenção para a necessidade de serem implementadas políticas de acumulação de água, já que as secas são cíclicas. Ele disse que apresentou projeto de lei sobre isso na legislatura passada. Segundo ele, 8% da agricultura da Brasil é irrigada, enquanto a China, por exemplo, consegue atingir 60%.

Hidrelétricas

O deputado Heráclito Fortes (PSB-PI) cobrou do governo o investimento em três hidrelétricas prometidas no Piauí, cujos leilões já foram realizados. Além disso, disse que não foi dada atenção devida à crise hídrica e que, agora, o governo terá de recuperar o tempo perdido.

Segundo Fortes, a crise tem tido um lado pedagógico: “Foi preciso que a crise chegasse aos estados ricos do Brasil para que se buscasse uma solução nacional.” Por fim, ele criticou a redução da tarifa de energia, no último governo, afirmando que foi uma atitude “eleitoreira” e que, ao fim, não houve redução real.

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