Ildo Sauer afirma que sua saída da Petrobras não teve relação com esquema de propina
03/12/2014 - 15:55
O ex-diretor de Gás e Energia da Petrobras Ildo Sauer falou há pouco que sua demissão em 2007 não foi por não aceitar participar do esquema de propina delatado pelo ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa, preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato. “Prefiro não pensar isso assim, manifestei notórias divergências [às políticas do governo]”.
Ele criticou também a conduta da presidente Dilma Rousseff, então presidente do Conselho de Administração da Petrobras e ministra de Minas e Energia. “Eu sempre achei que ela tinha mais capacidade de buscar culpados e não soluções”, afirmou.
Sauer disse que não assumiu a diretoria de Gás e Energia por indicação política, mas porque foi um dos responsáveis por elaborar os três planos de governo na área de energia apresentados pelo então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, em 1994, 1998 e 2002. “Não me sinto apadrinhado em nada. Eu era membro do staff de energia”, afirmou.
O ex-diretor está participando de uma reunião informal convocada por parlamentares da oposição, no plenário 2 da ala Nilo Coelho, no Senado. A reunião oficial da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras foi aberta e fechada em seguida pelo vice-presidente do colegiado, senador Gim (PTB-DF), em razão da Ordem do Dia do Congresso Nacional.
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Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Marcos Rossi