Dr. Rosinha se despede do Parlasul pedindo eleições diretas

Em seu discurso de despedida do Parlamento do Mercosul (Parlasul), o deputado Dr. Rosinha (PT-PR) fez nesta segunda-feira (10), em Montevidéu, um apelo a todos os países do bloco para que implantem o mais rapidamente possível as eleições diretas dos seus representantes no órgão legislativo regional. Somente assim, observou, será possível aproximar o Parlasul das populações dos países do bloco.
"Se quisermos ter identidade política no Mercosul, precisamos fazer o debate junto à sociedade. Temos de fazer as eleições diretas para que possamos efetivamente ter integração da cidadania", afirmou Rosinha, que já foi presidente do Parlasul.
No atual estágio de implantação do órgão legislativo, deputados e senadores eleitos para os Congressos Nacionais de cada país membro do Mercosul são indicados para compor as representações nacionais no Parlasul. Apenas o Paraguai já promove eleições diretas de seus representantes, como recomenda o Protocolo Constitutivo do parlamento do bloco.
Como observou o deptuado, a representação indireta provoca longos hiatos no funcionamento do Parlasul. Os novos parlamentares brasileiros, por exemplo, tomam posse em fevereiro em Brasília. Até que as comissões sejam constituídas na Câmara e no Senado, porém, passam-se geralmente dois meses. Dessa forma, alertou, somente por volta de maio deverá estar composta a nova Representação Brasileira no Parlasul.
O deputado lembrou ainda que o artigo 4 do Protocolo Constitutivo permite aos parlamentares do Mercosul acompanhar o processo de negociação de novos acordos do bloco. Como não há parlamentares eleitos trabalhando todo o tempo no Parlasul, esse acompanhamento acaba não sendo feito. "Por isso, os parlamentos nacionais só vão ter conhecimento de cada acordo depois de pronto", disse Dr. Rosinha.