Política e Administração Pública

Presidente da Câmara diz que derrubada de decreto não gerou crise com o Planalto

29/10/2014 - 19:50  

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, afirmou que continuará dialogando com o governo federal, mesmo após a derrubada pelos deputados (PDC 1491/14) do decreto da presidente Dilma Rousseff que criou a Política Nacional de Participação Social (Decreto 8.243/14), na noite desta terça-feira. O cancelamento do decreto ainda depende de confirmação do Senado.

J.Batista/Câmara dos Deputados
Presidente Henrique Eduardo Alves fala sobre a pauta de votações
Henrique Eduardo Alves disse que continuará dialogando com o governo.

Diante de notícias sobre uma possível crise entre o Planalto e o Legislativo, Henrique Alves lembrou que o projeto que susta o decreto tramitava na Casa há três meses, sem acordo, e que tentou, por diversas vezes, outro caminho de discussão.

"Eu tentei, antes de votar o decreto, que o governo o retirasse e apresentasse via projeto de lei, para que as incorreções ou distorções nós pudéssemos, nesta Casa legislativa, aprimorar e refazer. Tentei muito, mas não consegui", disse Alves.

Henrique Eduardo Alves afirmou ainda que não houve qualquer manobra da oposição e que, na verdade, a vontade democrática prevaleceu.

"Votaram a favor da derrubada do decreto [presidencial] 19 partidos. Apenas 3 partidos votaram pela manutenção do decreto. Então, não é uma questão só de oposição, muito menos de PMDB com oposição", afirmou.

Conversa com Dilma
Questionado sobre um possível atrito nas relações institucionais dos poderes, Henrique Alves disse que já conversou com a presidente Dilma para parabenizá-la pela reeleição.

"Parabenizei ela pela vitória – não havia feito ainda. Uma conversa boa, cordial e muito respeitosa. Eu acho que é isso: é diálogo. O que ela já disse, eu gostaria muito de reforçar: diálogo permanente, com muita disposição, à exaustão", declarou o presidente da Câmara.

Henrique Alves afirmou ainda que continuará com a política do diálogo e que, após o retorno da presidente da República, marcará uma reunião para que novas propostas possam ser discutidas e aprovadas, consensualmente, na Casa.

Reportagem – Thyago Marcel
Edição – Pierre Triboli

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