Política e Administração Pública

CPMI da Petrobras ouve ex-diretor da área internacional

06/08/2014 - 09:21  

O ex-diretor da área internacional da Petrobras Jorge Luiz Zelada será ouvido hoje pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades na estatal. O depoimento está previsto para começar às 14h30.

A reunião deve ser marcada por embate entre governistas e oposição, principalmente depois que a revista Veja publicou denúncias de que perguntas feitas a depoentes na CPI exclusiva do Senado, que funciona em paralelo à comissão mista, eram combinadas previamente.

Segundo a revista, a presidente da Petrobras, Graça Foster, o ex-presidente Sérgio Gabrielli e o ex-diretor Nestor Cerveró receberam antecipadamente as perguntas que lhe seriam feitas pelo relator, José Pimentel (PT-CE), quando estiveram no Senado.

Geraldo Magela/Agência Senado
Jorge Luiz Zelada depõe na CPI da Petrobras do Senado em 29.05
No Senado, o ex-diretor (E) evitou falar em valores e disse que não participou diretamente das negociações.

Assuntos
Zelada deve dar explicações sobre a compra da refinaria de Pasadena (EUA) e sobre contratos feitos com a Odebrecht para a realização de obras nas áreas de segurança, meio ambiente e saúde em refinarias da Petrobras no exterior. Os parlamentares que pediram a oitiva com o ex-diretor alegam que os contratos contêm irregularidades.

O executivo já depôs na CPI do Senado em maio. Na ocaisão, ele disse que as duas cláusulas omitidas do resumo-executivo que serviu de base para que estatal comprasse a refinaria de Pasadena, em 2006, não eram "centrais para a definição da compra".

A CPMI da Petrobras funciona paralelamente à CPI do Senado. As duas comissões de inquérito têm a missão de investigar denúncias de superfaturamento na construção de refinarias; falhas de segurança no lançamento de plataformas ao mar; prejuízos sofridos pela Petrobras na compra de Pasadena e suposto pagamento de propina a funcionários para o fechamento de contratos internacionais.

Da Redação – JJ
Com informações da Agência Senado

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