Relações exteriores

Parlasul declara apoio à Argentina em disputa contra "fundos abutres"

07/07/2014 - 18:33  

Parlamento do Mercosul
Reunião do Parlasul
Parlamento do Mercosul se reuniu em sua sede, em Montevidéu.

O Parlamento do Mercosul (Parlasul) aprovou nesta segunda-feira (7) uma declaração de apoio à Argentina em sua disputa contra os fundos especulativos conhecidos como "fundos abutres". O governo argentino tenta fazer pagamentos a credores que aceitaram acordos de reestruturação das dívidas, mas a Justiça norte-americana bloqueou as transferências, devido à objeção desses fundos.

Na declaração, o Parlasul expressa "solidariedade com o povo e o governo da República Argentina e apoio à consecução de uma solução que não comprometa o amplo processo de reestruturação da sua dívida soberana, rejeitando o comportamento de agentes especulativos que põem em risco os acordos alcançados entre devedores e credores, afetando a estabilidade financeira global”.

O Parlasul também recomenda ao Conselho do Mercado Comum, órgão decisório máximo do Mercosul, que aprove a declaração e peça aos governantes dos estados-membros (Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela) que liderem um processo de discussão das dívidas externas soberanas nas esferas competentes, em nível mundial.

Credores
Ao recordar o histórico da disputa sobre a dívida argentina, o senador Roberto Requião (PMDB-PR), vice-presidente do Parlasul, afirmou que os fundos abutres que resistem ao acordo e exigem o pagamento integral da dívida representam apenas 0,45% do total de credores. “O que vale mais? Os fundos abutres ou a soberania de uma nação?”, questionou.

Requião voltou a criticar a decisão da Justiça dos Estados Unidos, confirmada pela Suprema Corte daquele país, de não permitir o pagamento argentino à maioria de credores que aceitaram reestruturações feitas em 2005 e 2010. Há duas semanas, um juiz determinou a devolução de 539 milhões de dólares, depositados pela Argentina com essa finalidade.

Já o parlamentar argentino Guillermo Carmona agradeceu o apoio dos colegas e reiterou que o desejo argentino é apenas o de cumprir suas obrigações. “A Argentina tem expressado por meio de sua presidente [Cristina Kirchner] a firme vontade de cumprir com suas obrigações frente aos credores, desde que não seja afetada severamente a estabilidade e o desenvolvimento social e econômico”, afirmou.

O Parlasul se reuniu nesta segunda-feira em sua sede, em Montevidéu (Uruguai).

Da Redação – PT
Com informações da Agência Senado e da Assessoria de Imprensa do Parlasul

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