Política e Administração Pública

Votação do parecer contra Luiz Argôlo é adiada para a próxima semana

28/05/2014 - 19:23  

Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados
Leitura, discussão e votação do parecer preliminar do (D) dep. Marcos Rogério (PDT/RO), relator do processo nº 14/14 (Representação nº 26/14, do PSOL), em desfavor do dep. Luiz Argôlo (SD/BA)
O relator, Marcos Rogério (D), vai dar continuidade a outra representação, da Mesa Diretora, que pede a cassação de Argôlo.

Será votado na próxima reunião do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar o parecer preliminar do deputado Marcos Rogério (PDT-RO), sobre as denúncias de quebra de decoro pelo deputado Luiz Argôlo (SD-BA), em representação apresentada pelo Psol.

O parecer, que pede a abertura de investigação das denúncias de envolvimento de Argôlo com o doleiro Alberto Youssef - investigado pela Operação Lava Jato da Polícia Federal - foi apresentado nesta quarta-feira (28), mas teve pedido de vista do deputado Sérgio Moraes (PTB-RS).

A reunião do Conselho de Ética ocorrerá na terça-feira (3) ou quarta-feira (4).

Cassação
Mesmo assim, o relator já anunciou que vai continuar com os procedimentos de outra representação. Luiz Argôlo responde também a representação da Mesa Diretora, que recomenda sua cassação. Não há necessidade de relatório preliminar para esse pedido.

O relator Marcos Rogério afirmou que haverá nova tentativa de citação pessoal do deputado Luiz Argôlo para que ele se defenda. Caso não seja possível, será feita a citação pelo Diário Oficial da União e, a partir daí, o deputado terá 10 dias úteis para apresentar sua defesa.

"O pedido de vista feito hoje simplesmente vai acarretar aqui um incidente à defesa e ao relator de descompasso das representações, porque aí eu vou acatar o pedido e dar sequência naquele que já foi instaurado [o da Mesa Diretora]. É aquele que já foi recepcionado e que não tem necessidade de [aprovação preliminar de] admissibilidade", disse Rogério.

Inocente
O advogado do deputado Luiz Argôlo, Aluísio Reges, afirmou que seu cliente é inocente de todas as acusações. Ele afirmou que as denúncias não são baseadas em fatos, mas em fofocas e que ele só vai se pronunciar quando tiver acesso aos dados do processo, que hoje está no Supremo Tribunal Federal.

"Nós não tivemos acesso ainda ao relatório da Polícia Federal, que parece que está em todas as redações de jornais no Brasil. Mas o investigado até agora não foi citado", disse o advogado.

Reportagem – Vania Alves
Edição – Newton Araújo

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