Política e Administração Pública

André Vargas apresenta defesa escrita ao Conselho de Ética

28/05/2014 - 18:52   •   Atualizado em 28/05/2014 - 20:27

Gustavo Lima / Câmara dos Deputados
Ordem do dia. Deputados (E) André Vargas (sem partido-PR) e Márcio Macêdo (PT-SE)
André Vargas (E) responde a processo por quebra de decoro no Conselho de Ética.

O deputado André Vargas (PT-PR) apresentou nesta quarta-feira (28) a sua defesa por escrito ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar no processo em que responde por quebra de decoro pelas denúncias de envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, um dos principais personagens da operação Lava Jato, da Polícia Federal, que investiga lavagem de dinheiro.

Hoje era o último dia de prazo para o parlamentar se defender no Conselho. Vargas se desligou do PT, partido no qual militou por 24 anos, mas o seu desligamento não foi comunicado oficialmente à Câmara dos Deputados.

Provas e testemunhas
Agora, o relator, deputado Júlio Delgado (PSB-MG), terá até 40 dias úteis para ouvir testemunhas, de acusação e da defesa, e requerer documentação sobre o caso. Depois, Delgado terá mais dez dias úteis para apresentar o parecer final. Ele espera que o parecer seja apresentado e votado durante a Copa do Mundo ou, no máximo, antes do recesso parlamentar, que acontece na segunda quinzena de julho.

O texto da defesa ainda não está disponível, pois André Vargas pediu sigilo, segundo funcionários do Conselho de Ética, o que significa que até mesmo o relator só poderá ter acesso a ele nas dependências do Conselho.

STF
Delgado anunciou que nesta quinta-feira vai solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) as informações sobre a Operação Lava Jato, da Polícia Federal. O relator pretende realizar na próxima semana as oitivas das testemunhas apontadas por Vargas e na semana seguinte cumprir os procedimentos processuais necessários para a apresentação do parecer.

"O que é importante é que o nosso prazo começa a correr a partir de hoje e nós vamos dar o rito que é necessário para que a sociedade seja esclarecida dessa questão", ressaltou Júlio Delgado.

Reportagem - Vania Alves
Edição - Newton Araújo

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