Governo diz que o Mercosul passa por “momento de dinamismo”
20/11/2013 - 14:53 • Atualizado em 20/11/2013 - 16:14
O subsecretário-geral de América do Sul, Central e do Caribe do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Antônio Simões, disse nesta quarta-feira que o Mercosul passa por um “momento de dinamismo” e não de decadência, como os críticos da política externa afirmam.
“A ideia de que o Mercosul é um acordo incompleto e com muitas exceções é um mito”, disse Simões durante audiência pública da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional.
Simões afirmou que o comércio interno do Mercosul atinge 60 bilhões de dólares e que cresce em ritmo acelerado. O presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da Fiesp, Rubens Barbosa, rebateu, afirmando que o volume é menor e que só cresceu porque o comércio cresceu no mundo inteiro.
Crescimento dos países vizinhos
O embaixador disse que as exceções tarifárias têm uma finalidade, que é acomodar os interesses dos países menores e mesmo os interesses do Brasil. “O Brasil tem dez vizinhos. Nós queremos crescer, mas não queremos crescer sozinhos. Nós queremos que os vizinhos tenham a oportunidade de crescer também, inclusive porque não nos interessa ter vizinhos mergulhados no caos”, disse.
Ele afirmou também que os acordos comerciais internacionais não são essenciais para o fluxo comercial, pois representam apenas 2% do comércio global. Ele negou que a política externa brasileira esteja contaminada por aspectos ideológicos.
Dificuldade de integração
O debate foi proposto pelo presidente da comissão, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA). O objetivo foi discutir o quadro atual e futuro das relações econômicas e políticas na América do Sul. Segundo ele, conflitos comerciais e opções em priorizar acordos bilaterais estão dificultando a integração plena do Mercosul.
Reportagem – Wilson Silveira
Edição – Newton Araújo