Seguridade debate política de saúde para negros e anemia falciforme
15/10/2013 - 09:20
A Comissão de Seguridade Social e Família promove debate hoje, às 14h30, sobre a implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra e sobre a utilização de células-tronco em pacientes com anemia falciforme, predominante em negros.
“O desafio do gerenciamento eficaz e efetivo da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, dentre suas diretrizes gerais, perpassa a promoção do reconhecimento dos saberes e práticas populares de saúde, incluindo aqueles preservados pelas religiões de matrizes africanas”, aponta a deputada Erika Kokay (PT-DF), que propôs o debate.
A inclusão da anemia falciforme no debate foi pedida pelo deputado Colbert Martins (PMDB-BA). A doença é hereditária e atinge entre 2% e 8% da população. Provocada por uma alteração nos glóbulos vermelhos, ela se caracteriza por fortes dores articulares, fadiga intensa e atraso no crescimento.
Uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais revelou que, desde 2008, 14 portadores de anemia falciforme foram submetidos a transplante de célula-tronco no Brasil. “Mas enquanto não há liberação pelo SUS, só é possível realizar o procedimento por meio de planos particulares ou de investimentos próprios. O custo é elevado, de R$ 60 mil a R$ 80 mil”, aponta Martins.
Foram convidados para o debate:
- a secretária de Políticas de Ações Afirmativas da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial, Angela Maria de Lima Nascimento;
- o chefe do Departamento de Cirurgia Experimental e Especialidades da Universidade Federal da Bahia, Gildásio de Cerqueira Daltro;
- a analista técnica de Políticas Sociais da Coordenação Geral do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde, Denise Maria Rodrigues Costa; e
- a representante da ONG Criola Maria Aparecida de Assis Patroclo.
A audiência será realizada no Plenário 7.
Da Redação/MR