Presidente do BC acredita em crescimento econômico gradual para economia
Tombini reconhece que inflação ainda está em níveis desconfortáveis, mas já apresenta tendência de declínio.
18/09/2013 - 21:49
O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, disse que o crescimento econômico brasileiro tem ocorrido de “forma gradual”. Segundo ele, muitos analistas estavam com uma percepção “mais pessimista do que a realidade”.

O Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre de 2013 cresceu 1,5%, de acordo com o BC. O investimento na economia brasileira no mesmo período aumentou 3,6%.
Durante audiência pública realizada na Câmara nesta quarta-feira (18), Tombini também lembrou que o setor agrícola deve bater novos recordes, com expansão de 15,5% da safra de grãos em relação à colheita de 2012, com um total de 187 milhões de toneladas.
Críticas
O deputado Domingos Sávio (PSDB-MG) citou a balança comercial negativa e a redução da participação da indústria na formação do PIB, como indicativos da falta de sustentabilidade das finanças nacionais. Ele afirmou que as críticas ao desempenho da economia estão baseadas na percepção dos cidadãos.
Conforme Tombini, no entanto, a política econômica brasileira está pautada na sustentabilidade e na prudência. “De nada adianta política com efeito fugaz que crie a semente de problemas no futuro”, declarou.
Inflação
Tombini reconheceu que a inflação ainda está em níveis “desconfortáveis”, mas já apresenta tendência de declínio após o pico de junho, quando chegou a 6,7% em 12 meses, ultrapassando o teto da meta do governo federal, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
O dirigente lembrou que as mudanças na taxa de câmbio forçaram a alteração dos preços, mas os aumentos na taxa Selic de juros, atualmente em 9%, ajudarão a melhorar a economia e segurar a inflação no médio e longo prazos.
Para o presidente da Comissão Mista de Orçamento, senador Lobão Filho (PMDB-MA), as ações do Banco Central de controle da inflação tranquilizam o Congresso. “Ele deixou claro que, em primeiro lugar, a inflação está absolutamente sob controle e, em segundo lugar, ela está decrescente. Esse controle decrescente passa tranquilidade ao mercado e a esta comissão e a esta Casa.”
Reportagem –Tiago Miranda
Edição – Regina Céli Assumpção